sábado, 18 de agosto de 2012

A origem do para-quedas

Paraquedista dos Marines com um paraquedas militar.
Para-Quedas é um dispositivo que permite diminuir a velocidade de uma pessoa na atmosfera usando um arrasto que é criado. Normalmente um para-quedas é feito de tecido leve e forte de nylon, originalmente de seda. Dependendo da situação, para-quedas são usados com uma variedade de cargas, incluindo as pessoas, alimentos, equipamentos, cápsulas espaciais e bombas. A palavra "para-quedas" vem do prefixo francês paracete francesa, originalmente do grego, significando para proteger contra, e chute, a palavra francesa para "cair", e foi cunhada originalmente, como uma palavra híbrida, que significava literalmente "aquele que protege contra uma queda", pelo francês aeronauta François Blanchard (1753-1809) em 1785. No Brasil, a mulher mais jovem a saltar sozinha, foi a mineira Mariana Andrada Maria, no aeroporto Carlos Prates em Belo Horizonte, no dia 19 de Agosto 1995. Ela fez o curso com o grupo Avis Rara com o instrutor Guilherme, o salto foi do tipo ASL, que exige um curso e idade minima de 15 anos. O salto foi presente do seu pai, Euclides Vicente, e foi programado para acabar exatamente no dia do seu aniversario, quando então estaria habilitada para o feito. Após sua saída do avião o rádio do seu capacete passou as coordenadas e em seguida cantavam parabéns os amigos e parentes que estavam na pista esperando. Seu pai também saltou neste voo e pousou antes, na aterrissagem da jovem Mariana houve uma grande festa com chuva de champanhe e um bolo com um bonequinho à sua imagem e com paraquedas igual, que era rosa e preto. Depois do debut inusitado que teve, foi para o salão de festas consumar a tradição da valsa e vestido branco como toda adolescente....

História

Início da Renascença

Sistema de liberação
de um paraquedas.
Segundo a literatura, o para-quedismo começou na China, há 2000 anos. A primeira tentativa foi a construção de um tipo de guarda-chuva que usavam para pular de torres e penhascos. Em 852 d.C. em Córdoba, Espanha, um muçulmano chamado Armen Firman, construiu asas para planar, pulando de uma torre. Armen pousou com pequenos ferimentos, graças a sustentação de sua asa. O primeiro indício para o para-quedas no mundo ocidental remonta ao período da Renascença. O projeto mais antigo para-quedas aparece em um manuscrito anônimo da década de 1470 da Itália Renascentista, mostrando um homem livre pendurado segurando um quadro de barra transversal conectado a uma cobertura cônica. Como medida de segurança, quatro cintas descem a partir das extremidades das hastes com um cinto. O design é uma melhoria acentuada em detrimento de outro folio que retrata um homem que tenta quebrar a força de sua queda por meio de duas fitas de pano longa presa a duas barras que ele agarra com as mãos. Embora a área de superfície do desenho do para-quedas parece ser pequeno demais para oferecer resistência eficaz ao atrito do ar e a base de madeira é supérfluo e, potencialmente, prejudicando, o caráter revolucionário do novo conceito é óbvio. Apenas um pouco mais tarde, um para-quedas mais sofisticado foi esboçado pelo sábio Leonardo da Vinci datado de 1485. Aqui, a escala do para-quedas está em uma proporção mais favorável para o peso do jumper. A cobertura de Leonardo foi mantida aberta pela uma moldura quadrada de madeira, que altera a forma do para-quedas de cônica a piramidal. Não se sabe se o inventor italiano foi influenciado pelo projeto anterior, mas ele pode ter aprendido sobre a ideia através da comunicação intensiva oral entre engenheiros-artistas da época. A
Jean-Pierre Blanchard
viabilidade do projeto piramidal de Leonardo foi testada com sucesso em 2000 pelo inglês Adrian Nicholas e novamente em 2008 por outro paraquedista. Segundo o historiador da tecnologia Lynn White, estes projetos cônicos e piramidais, muito mais elaborados do início saltos artísticos com guarda-sóis rígida na Ásia, marca a origem de "para-quedas como a conhecemos". O inventor Fausto Veranzio (1551-1617) da República de Veneza, examinou um esboço de paraquedas de Da Vinci, e partiu para programar um de seus próprios. Ele manteve a moldura quadrada, mas substituiu a cobertura de com um pedaço saliente de algo semelhante à vela de pano que ele veio a perceber a desacelerar a queda de forma mais eficaz. A representação agora famosa de um para-quedas que ele apelidou de Homo Volans (homem voador) apareceu em seu livro sobre mecânica em 1595, ao lado de uma série de outros dispositivos e conceitos técnicos. Em 1617, Veranzio programou seu projeto e testou o para-quedas, saltando de uma torre em Veneza.


Para-Quedas modernos

Meados do Século XVIII e XIX

Louis-Sébastien Lenormand salta da torre do observatório Montpellier, 1783. Ilustração do final do século XIX.
O para-quedas moderno foi inventado pelo francês Louis-Sébastien Lenormand. Que fez o salto registrado primeira vez em público em 1783. Lenormand também esboçou o seu dispositivo de antemão. Dois anos depois, Lenormand inventou a palavra "para-quedas" por hibridação. Também em 1785, Jean-Pierre Blanchard demonstrou como um meio seguro de desembarcar de um balão de ar quente. Enquanto primeiras demonstrações de Blanchard de para-quedas foram realizadas com um cachorro como o passageiro, mais tarde ele teve a oportunidade de experimentá-lo nele mesmo em 1793 quando seu balão de ar quente rompeu e ele usou um para-quedas para escapar. Um desenvolvimento posterior do para-quedas focado nisso tornando-se mais compacto. Enquanto o paraquedas no início era feitas de linho esticada sobre uma moldura de madeira, no final da década de 1790, Blanchard começou a fazer para-quedas de seda dobrado, aproveitando a força de seda e peso leve. André-Jacques Garnerin também inventou o para-quedas ventilado, o que melhorou a estabilidade da queda.

Vésperas da Primeira Guerra Mundial


Representação esquemática do para-quedas de Garnerin, de uma ilustração início do século XIX.
Em 1911, um teste bem sucedido foi feito com um boneco na torre Eiffel, em Paris. O peso do boneco foi de 75 kg, peso do pára-quedas foi de 21 kg. Os cabos entre marionetes e o para-quedas foram de 9m de comprimento. No ano seguinte, Franz Reichelt caiu para sua morte a partir da torre demonstrando seu para-quedas. Também no mesmo ano, Grant de Morton deu o seu primeiro salto de para-quedas de um avião, um Wright Modelo B, em Veneza, na Califórnia. O piloto do avião foi Phil Parmalee. Para-quedas de Morton era do tipo "jogar fora", onde ocupou a calha em seus braços quando ele saiu da aeronave. No mesmo ano, um russo Gleb Kotelnikov inventor inventou o para-quedas-mochila, embora Hermann Lattemann e sua esposa Käthe Paulus foram saltar com para-quedas ensacado na última década do século 19. Em 1912, em uma estrada perto de Tsarskoye Selo, anos antes, tornou-se parte da São Petersburgo, Kotelnikov demonstrado com sucesso os efeitos de travagem de para-quedas ao acelerar um automóvel à velocidade máxima, e em seguida, abrir um para-quedas anexado ao banco de trás, assim, inventando também o para-quedas que atualmente é usado para parar jatos. Štefan Banič, na Eslováquia, inventou o para-quedas usado ativamente, patenteado em 1913. Em 21 de Junho de 1913, Georgia Broadwick tornou-se a primeira mulher a saltar de para-quedas de uma aeronave em movimento, em Los Angeles.


Primeira Guerra Mundial

Um para-quedista da equipe Leap Frogs (Marinha dos EUA).
O primeiro uso militar para o para-quedas foi para uso de detetores de artilharia amarrados em balões de observação na Primeira Guerra Mundial. Estes foram alvos tentadores para os aviões de combate do inimigo, embora difícil de destruir, devido às suas pesadas defesas antiaéreas. Porque eles eram difíceis de escapar, e perigoso quando em chamas devido a sua inflação de hidrogênio, observadores os abandonam e descem de para-quedas, logo que aeronaves inimigas foram vistos. A equipe de terra, então, tentar recuperar e desinflar o balão o mais rápido possível. A parte principal do para-quedas foi em um saco suspenso a partir do balão com o piloto vestindo apenas um cinto simples na cintura, que foi anexado ao para-quedas principal. Quando a equipe do balão saltou a parte principal do para-quedas foi retirado do saco de aproveitar a tripulação da cintura, primeiro as linhas de mortalha, seguido do velame principal. Este tipo de para-quedas foi adotado pela primeira vez em larga escala pelos alemães para as suas tripulações balão de observação, e depois pelo. Britânicos e franceses para as suas tripulações balão de observação. Embora este tipo de unidade funcionasse bem de balões tinha resultados mistos quando usado em aeronaves de asa fixa pelos alemães onde o saco foi armazenado em um compartimento atrás do piloto. Em muitos casos em que não funcionaram as linhas mortalha tornou-se enredado com a aeronave girando. Embora um número de famosos pilotos de caça alemães foram salvos por esse tipo de para-quedas, incluindo Hermann Göring, sem para-quedas foram emitidos para aliados "mais pesado que o ar" da tripulação, já que foi pensado na altura que, se um piloto tinha um para-quedas, ele iria saltar do avião, quando bateu em vez de tentar salvar o avião. Como resultado, o piloto de um avião com deficiência só tinha três opções: Tente montar a sua máquina para o solo, muitas vezes queimadas vivas com ele, salto de vários milhares de pés, ou cometer suicídio utilizando um revólver padrão emitido.

Referências:
 

Biografia de François Blanchard


François Blanchard
François Blanchard. (Jean-Pierre François Blanchard). Aeronauta francês nascido em Paris em 18 de Outubro de 1753 e morto em 1809. Inventou o pára-quedas. Dedicou-se por muitos anos à Aeronáutica, realizando importantes investigações. Sabe-se que o pára-quedas foi descrito, em 1497, pelo italiano Leonardo da Vinci; entretanto, só 286 anos depois é que o conhecido aparelho, destinado a diminuir a queda, foi usado pela primeira vez por Sebastian Lenormand. Data de 1783 a memorável experiência desse alemão. Há quem afirme que o inventor do pára-quedas é o aeronauta francês Blanchard. Em 1785, Blanchard e Jeffries cruzam o canal da Mancha em um balão. Para alguns autores, o pára-quedas só foi utilizado em 1797 por Gornerin.



Jean-Pierre François Blanchard foi desde a infância obcecado pela ideia do voo. Quando jovem, ele fez um salto com uma sombrinha no lugar de um paraquedas. Ele construiu, mais tarde, máquinas hidráulicas, depois um veículo mecânico que levou Benjamin Franklin de Paris a Versalhes e Maria Antonieta a Trianon. Em 1783 a invenção dos balões é amplamente noticiada pelos jornais. Uma curiosa carta escrita por Blanchard, conservada na biblioteca de Andelys, exprime uma primeira dúvida a respeito da nova maravilha; mas logo conquistado, Blanchard prestava homenagens publicamente aos irmãos
Joseph Michel Montgolfier
Montgolfier e declarava destinar no futuro seus talentos mecânicos para tentar dirigir os balões. Antes de se tornar o melhor aeronauta de seu tempo e o maior propagador da navegação aérea no mundo, resta-lhe a glória de ter sido o primeiro a adaptar os métodos de condução a um balão. A personalidade de François Blanchard foi frequentemente discutida, mas seus possíveis defeitos de caráter não devem fazer com que sejam esquecidas a sua coragem e nem suas grandes habilidades, e nem sobretudo a obra realizada ao longo das sessenta subidas que ele fez, mantendo nesta longa carreira um entusiasmo profundo pela navegação aérea. Desde o final de 1783, ele construía em Paris um belo balão de seda envernizado ao qual acrescen
tou uma parte de um aparelho de aviação no qual trabalhava desde 1781, chamado por ele de “embarcação voadora”, nome que foi mantido para o aeróstato. O habitáculo desse balão é, de fato, a parte inferior do tal aeródino, e esta preciosa peça, anterior à descoberta de Montgolfier, existe ainda, perfeitamente conservada. Blanchard equipou este habitáculo com um pequeno leme e dois pares de asas articuladas com movimentos alternados. Um para-queda,
Jacques Étienne Montgolfier
fixado ao aro entre o balão e o habitáculo podia servir para suavizar a descida. Em 2 de Março de 1784, uma imensa multidão estava reunida no Campo de Marte ao redor do balão de Blanchard. No momento da partida, um aluno da Escola Militar, Dupont du Chambon, se precipitou em direção ao habitáculo, querendo subir à força. Houve uma luta entre o aeronauta, alguns espectadores e o ardente militar que, sacando sua espada, feriu Blanchard no pulso e quebrou o para-quedas e as pás. Blanchard tentou partir com seu passageiro, um monge, Dom Pech, mas teve que desistir. Sozinho com o seu balão desprovido dos aparelhos de manobra quebrados, Blanchard se elevou a uma grande altura e constatou a existência de correntes divergentes. Após uma hora e quinze minutos de viagem, ele aterrissou habilmente na margem do Sena, em Billancourt. Ele tinha muita ambição e sonhava apenas com glória e fortuna; ele pensava em consegui-las graças às suas proezas aerostáticas; mas Paris já estava indiferente e o interior, onde ele se apresentava em inúmeras cidades, não lhe proporcionava as satisfações esperadas. Mudou-se para a Inglaterra, onde criou elos de amizade com
Vincenzo Lunardi, adido à Embaixada da Itália na Grã-Bretanha, que tinha abandonado a carreira diplomática para se dedicar à aerostação. Blanchard e Lunardi que voavam juntos adquiriram rapidamente uma grande reputação na Inglaterra. Durante os voos na Inglaterra, em 1784, Blanchard foi o primeiro que equipou seu aeróstato com uma hélice propulsora. Apesar da improdutividade dos resultados obtidos com esse engenho movido pela força humana sob um balão esférico, é um novo título à honra do grande aeronauta francês.

Travessia do Canal da Mancha em um balão

Em 7 de Janeiro de 1785, Blanchard e seu amigo e mecenas americano John Jeffries atravessara o Canal da Mancha de Dover para Guines em 2 horas e 25 minutos, a bordo de um balão a hidrogênio. No curso desta travessia, Blanchard e seu companheiro tinham percorrido cerca de um terço do trajeto, quando a aeronave começou a descer. Após os dois balonistas atirarem ao mar tudo o que tinham, o balão retomou a altitude até dois terços do caminho, quando recomeçou a descer. Blanchard e Jeffries, dessa vez, jogaram não somente a âncora e a cordoalha, mas também deitaram ao mar boa parte de suas roupas. A retomada da altitude do balão evitou que eles se valessem do último recurso, que seria cortar a nacela. Quando eles se aproximaram da costa o balão subiu, descrevendo um magnífico arco acima da terra antes de ir pousar na floresta de Guines. Luis XV recompensou realmente o aeronauta que a glória acabava de atingir e que foi em seguida o primeiro a realizar uma ascensão na Alemanha, Holanda, Bélgica, Suíça, Polônia, Tchecoslováquia e também na América, em 1793, diante de George Washington.

Morte

Em 20 de Fevereiro de 1808, durante a sua sexagésima subida, sofreu uma apoplexia em pleno voo. Ocupado em alimentar o fogo do braseiro do balão, acabou caindo de 20m de altura. Depois de haver recebido de Luís Bonaparte, rei da Holanda, todo o socorro possível, foi transportado para a França, onde morreu um ano depois, provavelmente como resultado dos ferimentos sofridos na queda. Blanchard estava consciente da insuficiência da força humana e, em uma carta, declarou que a condução poderia ser obtida utilizando-se como motor a “bomba a fogo”, isto é, a máquina a vapor.


O primeiro transplante de coração humano

Coração transplantado no tórax do receptor.
O primeiro transplante de coração foi realizado pelo Dr. Christiaan Barnard, um cirurgião sul-africano, em 3 de Dezembro de 1967. Com uma equipe de 20 cirurgiões, substituiu o coração de Louis Washkansky, pelo de uma vítima de acidente. O paciente morreu 18 dias depois de dupla pneumonia.


Pequeno filme sobre o primeiro transplante de coração por Barnard:



O coração de uma pessoa morta palpitou pela primeira vez no peito de outro humano às 5h25 de 3 de Dezembro de 1967, na África do Sul. O primeiro transplante de coração, realizado no hospital Grote-Schuur, na Cidade do Cabo, foi bem-sucedido. O chefe da equipe era o professor Christiaan Barnard, então com 44 anos de idade. "Nós, na África do Sul, tivemos que decidir o que fazer. Todos os dias víamos pacientes que não podiam ser ajudados. A única possibilidade de ajudá-los era o transplante de coração", disse o cardiologista. Barnard, que, de repente, se tornara mundialmente famoso, morreu em Setembro de 2001, aos 78 anos de idade.


Morte prematura

Louis Waskansky, de 53 anos, foi o primeiro homem a receber o coração de um estranho. O órgão transplantado por Barnard e sua equipe, numa operação de 5 horas, era de uma jovem de 25 anos, que tinha morrido num acidente. Mas Waskansky faleceu 18 dias depois da cirurgia histórica, em consequência de uma infecção pulmonar. A luta dos médicos para combater a rejeição do organismo reduziu muito o sistema imunológico do paciente.Um mês depois da operação espetacular, Barnard fez o segundo transplante de coração e, desta vez, com grande sucesso: o dentista Philip Blaiberg viveu um ano e sete meses com o coração novo.


Obstáculos morais

A notícia do transplante se propagou como fogo. O acontecimento era até então inconcebível, revolucionário, embora há muito tempo se transplantassem rins, córneas e os ossos do sistema auditivo. Mas havia uma grande diferença: os obstáculos morais levantados mundo afora contra o transplante de coração. Ainda dominava naquele tempo a crença de que não se tratava de um órgão como os demais, mas o lugar da alma, o núcleo humano, o centro da personalidade. "A partir de um determinado momento, a gente é apenas um pesquisador e tem que se ater ao fato de que o coração tem apenas a função de bombear o sangue. Um transplante de coração não é mais do que um transplante de rins ou de fígado", justificou Barnard. O grande problema na época era a rejeição. Um organismo se defende contra todo e qualquer corpo estranho que lhe é implantado. O perigo da rejeição era e foi durante muito tempo o árbitro para o sucesso ou o fracasso de um transplante de coração.

O problema não era técnico
Na atualidade, a repulsa orgânica está bastante reduzida, graças ao efeito de medicamentos desenvolvidos especialmente com essa meta. A propósito, o cardiologista Ernst Reiner de Vivie, da Universidade de Colônia, afirma: "O problema nunca foi técnico. No coração, tem-se apenas que ligar dois vasos entre si. O problema sempre foi a rejeição. Mas já estamos dominando isso tão bem que a taxa de mortalidade situa-se abaixo de 10% no primeiro ano depois do transplante e isso já é um grande êxito." Várias equipes de cirurgiões seguiram o ato pioneiro do sul-africano Barnard. Nos EUA, por exemplo, o centro de transplantes Palo Alto e Stanford tentava há muito tempo transplantar corações. "Não podemos esquecer que o professor Shamway e sua equipe, na Stanford University da Califórnia, são os verdadeiros pais do transplante de coração, pois eles fizeram a operação em animais durante anos. Christiaan Barnard tinha sido um membro dessa equipe, como hóspede da África do Sul, e aprendeu como se faz transplante", destacou o catedrático alemão de Vivie. Apenas sete semanas depois do grande sucesso de Barnard na África do Sul, o cardiologista americano Shumway fez seu primeiro transplante de coração. Na ocasião, um colega perguntou a ele como se sentia. Shumway respondeu: " Você se lembra do segundo homem que alcançou o Polo Norte?"

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transplante_de_coração

Christiaan Barnard



Christiaan Barnard
Christiaan Neethling Barnard. Médico e cientista sul-africano. Nasceu em Beaufort, África do Sul em 1922. Especializou-se nas afecções relacionadas ao coração. Foi o primeiro cirurgião a realizar um transplante de coração humano; que foi realizado no dia 03 de Dezembro de 1967. O paciente Louis Washkansky suportou bem, mas em 21 de Dezembro de 1967 veio a falecer devido a uma pneumonia. A 02 de Janeiro de 1968, novo transplante é realizado por sua equipe. É seu primeiro êxito: o paciente Philip Blaiberg reagiu bem, deixou o hospital e viveu ainda quase 2 anos.

Biografia
Estudou Medicina e Química na Universidade do Cabo, aperfeiçoando-se depois nos Estados Unidos e na União Soviética. Pioneiro na realização de transplantes do coração fez a primeira operação desse gênero em 3 de Dezembro de 1967, servindo-lhe de paciente Louis Washkansky, que, entretanto ele faleceu 18 dias depois; vitimado por pneumonia. O segundo transplante teve como receptor o dentista Philip Blaiberg, operado em 2 de Janeiro de 1968, que veio a falecer em 17 de agosto de 1969. Em 1974 realizou outra operação inédita no ser humano: implantação de coração em paciente cardíaco que conserva o coração doente, passando, desse modo, a viver com dois corações. Em princípios de 1982, acometido por forte artrite reumatóide, que lhe tolheu quase inteiramente o movimento das mãos, Barnard abandonou a cirurgia.

Foi um estudante tranquilo e extremamente dedicado na Escola de Medicina da Universidade da Cidade do Cabo, no início da década de 1940. Esteve nos Estados Unidos, onde assistiu um dos melhores cardiologistas da América, Walton Lilliehei. Na década de 1960 realizou várias experiências com cães, até que outro cirurgião americano, Walter Shumway, anunciou sua intenção de fazer um transplante de coração humano. Barnard adiantou-se e, em 3 de Dezembro de 1967, realizou a primeira operação do gênero. O paciente morreu em poucos dias, mas o do segundo transplante viveu 594 dias após a operação. Barnard ainda fez outros transplantes mas, com artrite reumatóide, foi obrigado a interromper a carreira.

Referências:

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Emanuel Swedenborg

Emanuel Swedenborg
Emanuel Swedenborg. Nasceu em Estocolmo, a 29 de Janeiro de 1688, e, faleceu em Londres, a 29 de Março de 1772, foi um polímata e espiritualista sueco.

"- O Homem é o receptáculo de três graus de conhecimento:
1º- Pensar analiticamente e racionalmente coisas da natureza; 
2º- pensar analiticamente e racionalmente coisas espirituais que transcendem  a esfera da natureza; 
3º- no mais alto grau o homem pode ver Deus diretamente". (Emanuel Swedenborg).



Biografia

Filho de Sarah Behm Swedberg e Jesper Swedberg, um pastor Luterano e capelão real que foi, em 1703, Bispo de Skara. Formou-se em Engenharia de Minas e serviu ao seu país durante muitos anos como Assessor Real para assuntos de mineração. Após a morte do pai, sua família foi elevada à nobreza pela Rainha Ulrica, pelos méritos do Bispo Swedberg. O sobrenome familiar foi então mudado para Swedenborg  e, assim, Emanuel, como filho
Monumento de Swedenborg na Mariatorget Square, Estocolmo, Suécia.
mais velho, passou a ter lugar no Parlamento sueco, onde teve destacado papel durante muitos anos. Foi catedrático de Matemática na Universidade de Uppsala, ao mesmo tempo em que pesquisava a fundo áreas tão distintas quanto anatomia e geologia, astronomia e hidráulica. Quando dominava o assunto, publicava obras sobre suas conclusões, obtendo o respeito de outros especialistas e autores das diversas áreas. Vários conceitos emitidos por Swedenborg, nesses estudos, são considerados como pioneiros. Em razão dessas realizações, Swedenborg passou a ser considerado um dos heróis nacionais na Suécia, razão por que seu retrato se encontra no hall da Academia de Ciências daquele país e seu corpo foi transladado para a Catedral de Uppsala, onde estão enterrados vários reis suecos. Famoso pelas suas obras e rico por herança materna, esse homem dominou praticamente todas as ciências de seu tempo, até que, aos 56 anos, relata que um fato espantoso mudou sua vida. Afirma que foi designado pelo Senhor, que a ele apareceu em 1744, para a missão de ser o porta-voz da revelação do sentido interno ou espiritual da Bíblia, até então oculto. Ao ser revelado esse sentido, também foram abertos os segredos do "o Céu, e as Suas maravilhas, e o Inferno", como descreveu, e tornou-se, também, testemunha ocular dos eventos que constituíram o Juízo Final. Mais tarde, Swedenborg reconheceu que foi, aliás, por causa dessa missão espiritual que ele fora preparado pelo Senhor desde a infância, e progrediu nos conhecimentos naturais sem nunca olvidar a fé no Criador. Os Escritos admiráveis que foram publicados a partir desse período têm influenciado mentes de homens, mulheres e crianças, tanto pessoas humildes quanto da realeza, anônimos ou lustres famosos, como Thomas Carlyle, Ralph Waldo Emerson, Baudelaire, Balzac, William Blake, Helen Keller e Jorge Luís Borges. No entanto, esses mesmos escritos teológicos e espirituais são motivo para que se façam julgamentos parciais e de interesses, lançando dúvida sobre a sanidade mental do autor e sua reputação científica anterior. Por causa de sua teologia, Swedenborg sofreu censura e forte perseguição por parte de religiosos cristãos em seu país, onde seus livros foram proibidos. De fato, a doutrina por ele exposta abala as bases da crença tradicional do cristianismo, a saber, em um Deus dividido em três pessoas, num sacrifício sanguinário de uma pessoa (o Filho), para aplacar a ira da outra pessoa (o Pai). Por confrontarem à teologia cristã atual, suas obras foram tidas como heréticas, embora ele tenha sempre se declarado um servo do "Senhor Jesus Cristo". A teologia exposta por Swedenborg juntamente com o relato das experiências tão vivas no plano espiritual desconcertam muitos religiosos, os que, teoricamente, mais deviam saber sobre o espírito e a vida após a morte, pois que estas coisas foram dadas muitos desses indivíduos, sentindo-se ameaçados, reajam contra essa nova abertura da revelação e, especialmente, contra o autor, fazendo circular boatos difamadores a respeito de sua sanidade. Em virtude disso, também a sua reputação anterior de grande cientista e filósofo ficou comprometida. Mas Swedenborg continuou a escrever e a trabalhar como antes, sem se importar com as críticas, convicto de que sua obra seria para um futuro distante, com a serenidade dos que sabem o que estão fazendo, serenidade que o acompanhou até a sua morte física, em 29 de Março de 1772, a qual ele também tinha previsto com semanas de antecedência. Ele foi enterrado na catedral luterana de Londres que havia sido criada em 1710, por seu pai, mas, em 1908, seu corpo foi transportado para ser enterrado na Catedral de Uppsala. A partir de seus escritos teológicos, fundou-se a Nova Igreja.


Atuações

como cientista

Estudou e publicou várias obras que abrangiam áreas tão diversas como: química, óptica, matemática, magnetismo, hidráulica, acústica, metalurgia, anatomia, hidrostática, fisiologia, pneumática, geologia, mineração, cristalografia, cosmologia, cosmogonia, dinâmica, astronomia, álgebra, mecânica geral e outras.
Por exemplo, em astronomia, ele descreveu os habitantes do planeta Vênus:
"Eles são de dois tipos, uns gentis e benevolentes, e outros selvagens, cruéis e gigantes. Os últimos roubam, pilham e vivem disso; os primeiros tem um grau tão elevando de gentileza e caridade que são sempre amados pelos bons, e por causa disso sempre vêem o Senhor aparecer-lhes em sua forma real no seu planeta".
Os habitantes da Lua foram descritos assim:
"Os habitantes da Lua são pequenos, como crianças de seis ou sete anos; ao mesmo tempo, eles têm a força de homens como nós. A sua voz vibra como o trovão, e o som sai da barriga, porque a Lua tem uma atmosfera bem diferente da dos outros planetas".
Mercúrio é habitado por humanóides muito parecidos com os terrestres:
"Eu estava desejoso de descobrir que tipo de face os homens de Mercúrio tem, e se eles são iguais aos homens da Terra. Então eles (os espíritos de Mercúrio) me apresentaram uma mulher exatamente como as que vivem naquele planeta. Sua face era linda, mas menor que as mulheres da Terra, ela também era mais esbelta, mas de mesma altura (...)".
 
como filósofo

Além de publicar diversos tratados de filosofia, formulou e desenvolveu as doutrinas filosóficas sobre o influxo, os graus, as formas, as séries e a ordem. Na área da psicologia, publicou, entre outros, os tratados: Psicologia Empírica (1733), um estudo sobre a obra de Christian Wolff, e Psicologia Racional (1742), contendo muitos princípios filosóficos e observações inéditas baseados nas suas observações sobre anatomia.

como teólogo

Nos últimos 27 anos de sua vida, escreveu mais de 40 títulos de exegese bíblica, Cristologia, escatologia e doutrina geral, expondo, por meio da Ciência das Correspondências, o sentido interno ou espiritual que jazia oculto na Palavra. Assim, restaurou os fundamentos primitivos do cristianismo, a saber, a fé em Jesus Cristo como Deus que Se fez carne, bem como outras doutrinas básicas, sobre a fé, a caridade, a vida, a Escritura Santa, o casamento etc.

como inventor

Desenho da Máquina Voadora, em 1714.
Fez esboços, em 1714, de uma "máquina de voar", que foi considerada pela Academia Real Britânica de Aeronáutica como o primeiro projeto racional de um avião. Inventou vários outros artefatos e instrumentos mecânicos; alguns construiu, outros deixou apenas em esquemas, como uma bomba hidráulica; um dique para construção naval; um guindaste; um compressor a mercúrio; uma carreta mecânica com guindaste; um máquina de parafusar; um instrumento de sopro; uma metralhadora; uma máquina elevadora para extração de minério; um "navio capaz de submergir com a sua tripulação e assim escapar da esquadra inimiga " (o submarino!) além de outros. Descobridor pioneiro, foi o primeiro a propor a hipótese nebular da criação do universo, meio século antes de Kant e Laplace; fez descobertas que deram origem à ciência da cristalografia; desenvolveu teorias sobre a natureza da energia; descobriu que o cérebro funciona em sincronia com os pulmões; deduziu o uso do fluido cérebro-espinhal; foi pioneiro no estudo do magnetismo; apresentou a teoria de galáxias serem constituídas por estrelas com sistemas planetários.

como político

Foi membro atuante do Parlamento por vários anos, tendo apresentado muitas propostas para o desenvolvimento industrial, financeiro e social da Suécia.

como artífice

Praticou as artes da música (como organista), criou instrumentos musicais, aprendeu a fazer encadernação de livros, técnicas de relojoaria, gravação de metal, marmoraria, polimento de lentes, jardinagem etc.

como literato

Além das obras científicas e teológicas relacionadas nesta página, Swedenborg publicou a primeira álgebra na língua sueca, escreveu poemas e fábulas, editou um jornal científico intitulado Daedalus Hyperboreus, escreveu biografias e histórias.

como poliglota


Falava sueco, holandês, inglês, francês, alemão, hebraico, grego, latim e italiano. As obras teológicas de Swedenborg têm sido traduzidas, no todo ou em parte, do original latim para as seguintes línguas: alemão, árabe, birmanês, chinês, dinamarquês, espanhol, esperanto, filipino, finlandês, francês, gujarati, hindu, holandês, inglês, islandês, italiano, japonês, magiar, norueguês, polonês, português, russo, servo-croata, sueco, tamil, tcheco, welsh e zulu.


Relatos sobrenaturais

Diversas ocorrências marcantes de habilidade considerada mediúnica foram relatadas sobre Swedenborg. Três delas foram as mais famosas, tendo sido analisadas por Immanuel Kant, concluindo tratarem-se de lendas. A primeira foi quando, durante um jantar em Gotemburgo, ele, excitadamente, contou aos presentes às seis horas da tarde que estava havendo um incêndio em Estocolmo (a 405 km de onde estavam) e que ele consumia a
Cripta de Emanuel Swedenborg na Catedral de Uppsala.
casa de um vizinho seu, estando a ameaçar a sua própria. Duas horas mais tarde, ele exclamou, com alívio, que o fogo tinha parado a três portas da sua casa. Dois dias mais tarde, relatórios confirmaram cada declaração que ele tinha feito a ponto de coincidir com exatidão quanto à hora em que Swedenborg tinha recebido sua primeira impressão. A segunda foi quando ele visitou a Rainha Louisa Ulrika da Suécia, que lhe pediu que contasse a ela algo sobre seu irmão falecido, o Príncipe Augustus William da Prússia. No dia seguinte, Swedenborg cochichou algo em seu ouvido, o que fez a Rainha ficar pálida, tendo ela explicado tratar-se de algo de que somente ela e seu irmão podiam ter conhecimento. A terceira foi uma mulher que tinha perdido algo importante e veio a Swedenborg perguntando se uma pessoa morta poderia dizer a ele onde estava o objeto, o que ele também fez na noite seguinte. Immanuel Kant, então no início de sua carreira, ficou impressionado com tais relatos e fez investigações para saber se eram verdadeiros. A princípio, ele não encontrou falha nos relatos, mas, em 1765, ele concluiu que dois deles tinham "nenhum outro fundamento que não a lenda popular" (gemeine Sage). Ver Träume eines Geistersehers, de Kant. Estes acontecimentos são qualificáveis como sendo o que o Espiritismo chama de acontecimentos mediúnicos. Outros relatos apontam que conversava com os espíritos, como mostram dois relatos seus reproduzidos por Conan Doyle: Falando da morte de Polhem, disse Swedenborg: Ele morreu segunda-feira e falou comigo quinta-feira. Eu tinha sido convidado para o enterro. Ele viu o coche fúnebre e presenciou quando o féretro baixou à sepultura. Entretanto, conversando comigo perguntou porque o haviam enterrado, se estava vivo. Quando o sacerdote disse que êle se ergueria no Dia do Juízo, perguntou por que isso, se êle agora já estava de pé. Admirou-se de uma tal coisa, ao considerar que, mesmo agora, estava vivo. (Doyle, pg 40). Brahe foi decapitado às 10 horas da manhã e falou comigo às 10 da noite. Estêve comigo, quase que ininterruptamente durante alguns dias. (Doyle, pg 41). Em sua primeira visão, Swedenborg fala de "uma espécie de vapor que se exalava dos poros do meu corpo. Era um vapor aquoso muito visível e caía no chão sobre o tapete" (Doyle, pg, 37). Tal descrição corresponde àquilo que os espíritas e outras tradições espiritualistas chamam de ectoplasma, substância produzida pelos médiuns em todos os fenômenos ditos de efeitos físicos. Logo, dentre as habilidades mediúnicas de Swedenborg, além de clarividência (estado sonambúlico), vidência mediúnica (estado de vigília) e audiência mediúnica, soma-se a de efeitos físicos. Desde o dia da sua primeira visão até a sua morte, vinte e sete anos depois, esteve ele em contínuo contato com o outro mundo (Doyle). Na mesma noite, disse Swedenborg, o mundo dos espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições. Desde então diariamente o senhor abria os olhos do meu espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos. (Doyle, pg. 36).


Principais invenções e descobertas

cérebro e pulmões

Swedenborg descobriu que o cérebro tem um movimento regular igual ao do coração. O fluido espiritual ou espírito animal, tal como aprendemos, tem sua origem no cérebro e é enviado a todas as partes do corpo pelos impulsos do cérebro. "O movimento do cérebro é denominado animação; e a ação do fluido espiritual depende dele (Parte I, nº 279). Toda vez que o cérebro se anima, seus fluidos são bombeados para as fibras e os nervos; tal como o coração, a cada sístole e diástole, bombeia o sangue através de seus vasos (ibid. nº 483). Imaginar a circulação do fluido sem uma força motriz e uma expansão ou constrição reais como a causa propulsora, seria o mesmo que conceber a circulação do sangue vermelho através das artérias e veias sem o coração (Parte II, nº 169). A circulação desse fluido merece ser chamada de círculo vital (ibid., nº 168)". (Æconomia Regni Animalis, E. Swedenborg).

Máquina elevadora de minérios

Inventada por Swedenborg para uso na indústria de mineração, a máquina elevadora era movida por uma roda d´água e composta de um sistema de eixos e mancais, servindo para trazer à superfície pequenas caçambas de minério. Vários outros equipamentos e sistemas foram projetados e construídos por Swedenborg para desenvolver a indústria de mineração sueca, e a mineralogia foi assunto de algumas de suas publicações, inclusive contendo descobertas para aperfeiçoamento dos processos químicos. Durante uma guerra, no evento conhecimento como um cerco de Frederikstad, a esquadra da Suécia ficou sitiada e impossibilitada de alcançar alto mar. Swedenborg, então, projetou e construiu um sistema de guindastes e trilhos, pelo qual fez transportar uma esquadra de 8 barcos de guerra, por terra, de Strömstad a Iddefjord, numa distância de 14 milhas inglesas, através de uma península, pondo a esquadra novamente em condição de combate.

Alto-forno

Projeto de Swedenborg para um alto-forno para a siderurgia de minério de ferro.

Teoria atômica

O Dr.Thomas French, da Universidade de Cincinnati, EUA, afirmou que Swedenborg, em seu livro Principia, publicado em 1734, enunciara os fundamentos das seguintes teorias da ciência moderna: a teoria atômica; a origem solar da Terra e dos planetas; a teoria ondulatória da luz; a hipótese nebular (cuja validade foi enfaticamente atestada pelo Professor Holden, ex-membro do Observatório Naval dos Estados Unidos da América, em artigo publicado na revista The North American Review, de Outubro de 1880); a propriedade motora do calor; a relação entre magnetismo e eletricidade; a eletricidade sob forma de motricidade etérea e as forças moleculares como ação de um meio etéreo.

Hipótese nebular

A teoria que Swedenborg publicou em seu Principia, em 1734, "explica a formação do sistema solar por partículas hipotéticas se projetando do sol em espirais e se juntando para formar os planetas. Esta teoria é de particular importância na história da ciência, visto que foi apropriada por um astrônomo inglês, chamado Thomas Wright, de Durham. A obra de Wright serviu de base para a obra de Immanuel Kant, "A História Geral da Natureza e a Ciência dos Céus". A obra de Kant foi, por sua vez, incorporada por Laplace, em 1792, à publicação que hoje é conhecida como "Teoria nebular de Kant e Laplace". E a obra de Laplace é citada como sendo a origem da cosmologia moderna". (Robert H. Kirven, Ph.D, na obra A Continual Vision, Swedenborg Foundation, NY).

Máquinas de transporte e içamento

Para uso industrial e militar, Swedenborg projetou máquinas de transporte e içamento pesados.

Estrutura da mente

"Num manuscrito de 1740, intitulado Psychologia Rationalis, Swedenborg descreve a mente (mens) como a parte consciente e pensante. A mente está em comunicação com o "animus", mas é distinto deste, que envolve as sensações físicas e o controle motor, e a "anima", que se refere às afeições e motivações. Embora não seja precisamente igual ao esquema de Freud de id, ego e superego, essa estrutura antecipa em quase 150 anos a distinção freudiana entre o consciente e o subconsciente". (Robert H. Kirven, Ph.D, na obra A Continual Vision, Swedenborg Foundation, NY).

Máquina de voar nos ares

Em 1714, projetou uma máquina que foi considerada pelo órgão Journal of the Royal Aeronautical Society, da Inglaterra, ser "primeira proposta racional de um aeroplano", porque previa superfície abaulada para sustentação pela diferença de pressão atmosférica, um sistema propulsor e trem de pouso. Este invento foi assunto do livro "Swdenborg´s 1714 Airplane", (Swedenborg Foundation, NY) de Henry Sorderberg, que contou com o apoio do Rei Carlos XVI, da Suécia, e da companhia aérea SAS. Swedenborg nunca construiu um modelo de sua máquina voadora, talvez desestimulado por seu amigo e mestre, Chistopher Polhem. Este argumentou que "voar por meios artificiais seria tão difícil quanto achar o ‘moto perpetuo’ ou produzir ouro artificialmente, embora, à primeira vista, isso possa parecer fácil e viável".

Método astronômico

Recém-formado em Engenharia, Swedenborg desenvolveu um método para determinar a longitude da Terra com base na Lua, pelas paralaxes. Hoje, é tido como a mais significativa de suas primeiras descobertas. Embora não tenha sido bem acolhido pelos sábios da época, Swedenborg sempre insistia que seu método era "o único que pode ser enunciado, o mais fácil e, de fato, o correto". Sua confiança nele era tanta, que o republicou, por diversas vezes, entre 1718 e 1766, em latim e sueco. Esse tratado recebeu crítica favorável da Acta Literaria Sueciae, de 1720. O editor afirmava que o tratado de Swedenborg era superior a todos os que tinham sido formulados até àquela data. O Acta Eruditorum, de 1722, publicado em Leipzig, também faz muitos elogios à sua invenção.

Estruturas cerebrais

"No manuscrito Cérebro, publicado postumamente, ele localizou o processo do pensamento no córtex do cerebelo e identificou aquilo que mais tarde se chamou de 'células piramidais' como sendo ligadas umas às outras e a todas as partes do corpo, para funcionar como receptoras dos sentidos e diretoras dos movimentos. Esta descoberta se deu meio século antes de vir a ser do conhecimento da comunidade médica. Poucos anos mais tarde, nos Arcanos Celestes, observou, em vários contextos, que os hemisférios direito e esquerdo do cérebro desempenham funções específicas e distintas, o esquerdo estando envolvido com os processos racionais e intelectuais, e o direito com as afeições e intenções". Robert H. Kirven, Ph.D, na obra A Continual Vision, Swedenborg Foundation, NY.


Outras invenções

Entre outras de suas invenções, destacam-se ainda: o "projeto de um navio que podia mergulhar com sua tripulação ao fundo do mar e causar grandes danos à armada inimiga"; um sistema de comportas nas docas para suspender navios cargueiros; um sistema de moinhos impulsionados pela ação do fogo sobre a água; uma metralhadora pneumática capaz de dar de sessenta a setenta tiros, sem recarregar.


No espiritismo

Swedenborg recomendava cautela com relação às revelações dos espíritos:
"Quando os espíritos começam a falar com um homem, ele deve estar disposto a não acreditar em nada do que eles dizem. Porque quase tudo que eles falam é inventado por eles, e eles mentem: pois se nós permitíssemos que eles narrassem qualquer coisa, como o céu é e como as coisas no céu devem ser entendidas, eles contariam tantas mentiras que o homem ficaria perplexo".
Segundo a Revista Espírita de Novembro de 1859, o espírito de Swedenborg retornou para uma comunicação com Allan Kardec, quando afirmou que o espírito que lhe apareceu, auto-denominado "Deus" ou "Senhor", era na verdade um espírito inferior que se fez passar pelo próprio Mestre, segundo Swedenborg não por maldade, mas por pura ignorância. Na mesma revista, fala-se que ele escreveu muita coisa importante, mas também muitos absurdos. Esse espírito, auto-denominado "Senhor" fê-lo escrever aquelas coisas. O problema de Swedenborg é que ele acreditava em tudo o que os espíritos lhe ditavam, sem passar pelo crivo da razão e do bom senso.


Rito de Swedenborg

Em 1721, Emanuel Swedenborg cria o Rito de Swedenborg, um rito maçónico. O rito teve a sua maior expressão em Inglaterra, Alemanha, França e Estados Unidos, e o seu objectivo era ensinar a imortalidade da alma.
Tendo por base o livro do Génesis, o rito era composto como segue:
  • Primeiro Templo
    • Eleito
    • Mestre
    • Companheiro
    • Aprendiz
  • Segundo Templo
    • Kadosh
    • Comendador
    • Cavaleiro
    • Mestre Coen
    • Companheiro Coen
Em 1783, o marquês Thome reorganizou o Rito passando este a ser constituído por seis graus:
  • Irmão Vermelho
  • Irmão Azul
  • Teósofo Iluminado
  • Mestre
  • Companheiro Teósofo
  • Aprendiz Teósofo

Arthur Conan Doyle, em sua História O clássico do Espiritismo, fez os seguintes comentários sobre o vidente sueco, Emanuel Swedenborg: "Quando os primeiros raios do sol nascente do conhecimento espiritual caíram sobre a terra, que iluminou a maior mente humana antes que a sua luz sobre os homens menores. O cume da mentalidade foi o grande reformador e médium clarividente, tão pouco compreendido por seus próprios seguidores, como sempre foi o Cristo. "A fim de compreender plenamente um Swedenborg é preciso ter um cérebro de Swedenborg, e que não está satisfeita com uma vez num século". Emanuel Swedenborg era, verdadeiramente, uma das grandes mentes da Europa, e é a isto que podemos atribuir o sucesso de sua missão como professor e filósofo do Espírito. Naquele tempo, o Espírito precisava de um veículo para ajudar a estabelecer as bases para o que viria a seguir. Espírito precisava de um canal que iria ser respeitado entre as grandes mentes do mundo. Espírito precisava de um veículo através do qual eles poderiam abrir os olhos de homens e mulheres para as realidades da comunhão espiritual e de comunicação, sem criar um choque cultural ou teológica. Emanuel Swedenborg foi o veículo. Ele era um especialista em engenharia de minas, metalurgia, astronomia, física, zoologia, anatomia e economia política. Ele era, também, um engenheiro militar, sob o reinado de Carlos XII. Para além deste panorama de realizações intelectuais, Swedenborg era mais conhecido como um teólogo bíblico astuto. O filho de um rigoroso pastor luterano, Swedenborg cresceu em uma atmosfera cheia de religião e a Bíblia. Como veremos, isso afetou sua visão sobre assuntos espirituais, bem como o conteúdo de suas revelações posteriores. No entanto, em muitos aspectos, ele era tão não-tradicionais no que diz respeito à sua teologia que assustou muitos de seus pares. Resumidamente, a teologia de Swedenborg engloba os seguintes conceitos:
  • A Bíblia é a Palavra de Deus, no entanto, o seu verdadeiro significado difere muito de seu significado óbvio. Além disso, ele e só ele, através da ajuda dos Anjos, estava em posição de lançar luz sobre o verdadeiro significado e mensagem das Escrituras.
  • Swedenborg acreditava que o mundo da matéria é um laboratório para a alma, onde o material é usado para "forçar-refinar" o espiritual.
  • De muitas maneiras, Swedenborg era bastante universal em seus conceitos, pois ele acreditava que todos os sistemas religiosos têm o dever e o propósito divino e que esta não é a única virtude do cristianismo.
  • Swedenborg acreditava que a missão da Igreja é absolutamente necessário na medida em que, deixado à sua própria sorte, a humanidade simplesmente não pode trabalhar fora da sua relação com Deus.
  • Ele viu o poder real da vida de Cristo no exemplo que deu aos outros e rejeitadas com veemência o conceito de cristão expiação e o pecado original.
   
Swedenborg: O Vidente e Médio
 
Faculdades psíquicas Swedenborg eram bastante evidentes como uma criança, mas, como a adolescência se aproximou, eles foram colocados de lado e quarto foi feito para atividades mais práticas. Como o tempo passou, porém, o desdobramento de sua missão inevitável como um precursor para Espiritualismo moderno não pode ser camuflada por atividades mais mundanas. O filósofo, Kant, investigou e descobriu visão Swedenborg bastante genuíno de um fogo lavra em Estocolmo, enquanto ele próprio (Swedenborg), estava em Gotemburgo, uma cidade cerca de 300 quilômetros de distância. Para este dia, esta visão (visão com o olho da mente) clarividente é considerada a experiência mais incrível de Swedenborg psíquica. Em Abril de 1744, Swedenborg teve sua primeira iluminação real e relações com o mundo espiritual. No prefácio de seu Arcana Celestia, Swedenborg escreveu:
"É a misericórdia divina do Senhor foi-me concedido por vários anos, para ser constante e ininterrupta em companhia de espíritos e anjos, ouvi-los conversar uns com os outros, e conversando com eles. Por isso, foi permitido me para ouvir e ver as coisas estupendas na outra vida que nunca antes de vir ao conhecimento de qualquer homem, nem entrou em sua imaginação Fui instruída sobre os diferentes tipos de espíritos e do estado das almas após a morte,. sobre o inferno, ou o lamentável estado de os infiéis;. sobre Céu, ou o estado mais feliz dos fiéis, e particularmente com relação às doutrinas ou fé que é durante todo o céu".
No entanto, em suas obras diversas, ele escreve:
"Os Espíritos narram coisas totalmente falsas e mentira Quando os espíritos começam a falar ao homem, o cuidado deve ser tomado para não acreditar neles, para a maioria tudo que eles dizem é composta por eles, e eles mentem,. Assim se lhes permitia relacionar o que O Céu é, e como são as coisas no céu, eles iriam dizer tantas falsidades, e com a afirmação de tal maneira forte que o homem ficaria espantado, portanto não me foi permitido quando os espíritos estavam falando de ter qualquer crença em que eles afirmaram Eles adoram. fingir. Seja qual for o tema anunciado, acho que eles sabem disso, e se o homem ouve e entende, eles insistem, e de várias maneiras enganar e seduzir".
Esta contradição maciça indica claramente que, como um meio maravilhoso como Swedenborg era, suas visões e revelações foram ainda sujeitos a influências anteriormente filosóficas e teológicas. Seu conceito de Céu e Inferno foi fortemente influenciada pela sua formação luterana. O fato de que ele próprio, estava em constante comunicação com o mundo espiritual e promulgada disse ensinamentos espirituais, enquanto ao mesmo tempo de alerta do engano e da mentira do espírito comunicadores, é claramente reflexo de sua abordagem geral para as questões espirituais e teológicas: que ele, sozinho, foi o porta-voz daqueles em Espírito. Com efeito, Swedenborg poderia ser chamado de espírita em primeiro lugar; para aqueles que vieram antes dele não reclamar de estar em contato com os homens e mulheres partiram. Até revelações Swedenborg, espíritos que foram transmitidos geralmente considerado como sendo de uma forma muito elevado de ser. A idéia de se comunicar com as pessoas comuns era decididamente nova e bastante ameaçador para a comunidade teológica em geral. No entanto, Swedenborg continuou e, na verdade, ajudou a superar a diferença de idade de idade entre a vida e a morte. Ao longo de sua vida adulta, Swedenborg estava em comunicação diária com o mundo espiritual e recebeu muita instrução e revelação sobre a vida após a morte. Podemos resumir os ensinos mediúnicos de Swedenborg como segue:
  • O mundo espiritual é em uma série de esferas concêntricas, cada uma com sua própria densidade e habitantes.
  • Vida no Espírito é semelhante ao que no plano da Terra, com casas, igrejas, escolas, etc O processo de morte é apoiada por anjos (espíritos bons), todo mundo descansa por alguns dias após a morte e recobra a consciência plena.
  • O processo de morte não muda nada de uma natureza interna.
  • Não há tal coisa como um castigo eterno. Aqueles que se encontram no inferno após a morte pode trabalhar o seu caminho em direção a algo maior.
  • O casamento é uma forma de união espiritual, que continua no mundo espiritual. É preciso a união de um homem e uma mulher para fazer uma unidade completa.
  • Aqueles que morrem recuperar o velho ou doente sua juventude e saúde no mundo espiritual.
Embora a filosofia de Swedenborg e espiritualismo tradicional diferem em muitos pontos, e embora a Igreja da Nova Jerusalém (o movimento religioso baseado nas revelações de Swedenborg) geralmente condena a prática do espiritismo, não podemos ignorar o tremendo impacto e a contribuição que este vidente sueco no sentido postura um caminho para a dispensação vem da verdade espiritual. Podemos resumir as contribuições de Swedenborg à causa da Espiritualismo como se segue:
  • Ele foi o primeiro a apresentar uma descrição moderna cosmológica dos vários planos de espírito.
  • Através de sua mediunidade o mundo foi dado o primeiro catecismo do Espiritismo.
  • Por causa de sua posição social, integridade e educação, ele foi capaz de trazer esses ensinamentos espirituais variadas para um grande número de sábios da Europa, bem como à população em geral e, portanto, ele era um grande canal para a dispensação de verdade do espírito durante uma período em que tais ensinamentos eram desconhecidos.
Espiritismo serão eternamente gratos pelo trabalho trazido por Emanuel Swedenborg.

Referências: