sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Festival de Woodstock


Cerimônia de abertura, 14 de Agosto de 1969.
Woodstock Music & Art Fair (conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", o festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Woodstock, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância. O festival exemplificou a era hippie e a contra-cultura do final dos anos 1960 e começo de 1970. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular. O evento foi capturado em um documentário lançado em 1970, Woodstock, além de uma trilha sonora com os melhores momentos.


História

Foto tirada próximo do Festival Woodstock, 18 de Agosto de 1969.
O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios"). Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a idéia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre. Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia.
Woodstock, 15 de Agosto de 1969.
Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de meio milhão de pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito. Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em uma "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene. Embora o festival tenha sido reconhecidamente pacífico, dado o número de pessoas e as condições envolvidas, houve duas fatalidades registradas: a primeira resultado de uma provável overdose de heroína, e a outra após um atropelamento de trator. Houve também dois partos registrados (um dentro de um carro preso no congestionamento e outro em um helicóptero), e quatro abortos. Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.

Apresentações


Trinta e duas apresentações foram realizadas ao longo dos quatro dias de evento:

Sexta-feira, 15 de Agosto

  • Richie Havens
  • Swami Satchidananda - deu a invocação para o festival
  • Sweetwater
  • The Incredible String Band
  • Bert Sommer
  • Tim Hardin
  • Ravi Shankar
  • Melanie
  • Arlo Guthrie
  • Joan Baez

Sábado, 16 de Agosto

  • Quill, quarenta minutos para quatro músicas
  • Keef Hartley Band
  • Country Joe McDonald
  • John Sebastian
  • Santana
  • Canned Heat
  • Mountain
  • Grateful Dead
  • Creedence Clearwater Revival
  • Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band
  • Sly & the Family Stone
  • The Who começou às 4 da manhã, dando início a um conjunto de 25 músicas, incluindo Tommy
  • Jefferson Airplane

Domingo, 17 de Agosto, para segunda-feira, 18 de Agosto

  • The Grease Band
  • Joe Cocker
  • Country Joe and the Fish
  • Ten Years After
  • The Band
  • Blood, Sweat & Tears
  • Johnny Winter e seu irmão, Edgar Winter
  • Crosby, Stills, Nash & Young
  • Paul Butterfield Blues Band
  • Sha-Na-Na
  • Jimi Hendrix / Gypsy Sun & Rainbows

 

Convites recusados

  • The Beatles: O site woodstockstories.com apresenta duas alternativas para a recusa dos Beatles. A primeira é que os organizadores teriam contactado John Lennon, e ele disse que a banda só tocaria se a Plastic Ono Band de Yoko Ono também pudesse se apresentar. O site afirma que a explicação mais plausível é que Lennon queria tocar, mas sua entrada nos Estados Unidos a partir do Canadá foi bloqueada pelo presidente Richard Nixon. De qualquer modo, os Beatles estavam prestes a se separar, e inclusive não tocavam ao vivo fazia três anos, desde Agosto de 1966.
  • The Doors: considerado como uma alternativa, cancelou sua aparição no último momento; de acordo com o guitarrista Robbie Krieger, eles recusaram pois pensaram que aquela seria mais uma "imitação de segunda categoria do Monterey Pop Festival", mais tarde se arrependendo da decisão. Outro fator foi que o vocalista Jim Morrison estaria inseguro quanto a se apresentar fronte a grandes platéias. O baterista John Densmore no entanto compareceu ao festival, e no filme pode ser visto no palco durante a apresentação de Joe Cocker.
  • Led Zeppelin: também foi convidado, de acordo com seu empresário Peter Grant: "Fomos chamados pra tocar em Woodstock e a Atlantic gostou da idéia, assim como nosso promoter nos EUA, Frank Barsalana, mas eu disse não pois em Woodstock seríamos apenas mais uma banda". Ao invés disso o grupo embarcou em uma bem-sucedida turnê de verão, tocando naquele mesmo final de semana no Asbury Park Convention Hall em New Jersey.
  • Jethro Tull: recusou o convite, de acordo com Ian Anderson, pois seu empresário lhe disse que haveria montes de drogas, lama e hippies. Embora a banda não tenha se apresentado no festival, sua música foi tocada pelo sistema sonoro de utilidade pública. No filme, durante entrevistas com os organizadores (quando eles discutem quanto dinheiro estão perdendo com o evento), as canções "Beggar's Farm" e "Serenade to a Cuckoo", do álbum This Was, podem ser ouvidas ao fundo.
  • The Byrds: foram convidados, mas escolheram não participar pensando que Woodstock não teria nada de diferente dos outros festivais musicais que estavam acontecendo naquele verão. Também estavam preocupados com o cachê, de acordo com declarações do baixista John York: "Estávamos indo pra um show e Roger McGuinn chegou e disse que um cara estava organizando um festival no norte de Nova York, mas que naquele ponto já não estavam mais pagando as bandas. Ele perguntou se queríamos ir, e todos responderam, 'Não, queremos descansar'. Não fazíamos ideia de como aquilo seria. Estávamos esgotados, e também cansados daquela coisa de festivais. Então recusamos, e perdemos o melhor festival de todos".
  • Bob Dylan: estava negociando para tocar, mas desistiu depois que seu filho ficou doente. Ele também estava insatisfeito com o número de hippies acampando perto de sua casa, no local onde o festival ocorreria originalmente.
  • Joni Mitchell: estava agendada para tocar, mas cancelou pois seu empresário temia que ela perdesse uma participação no programa de TV The Dick Cavett Show.
  • The Moody Blues: apareceram no primeiro pôster de divulgação do evento, mas desistiram de participar após agendarem um show em Paris naquele mesmo final de semana.

Outras edições

Para comemorar os 25 anos do super-evento, 250 mil pessoas se reuniram no Woodstock '94, em Saugerties, a 135km de Nova York. Pagaram 135 dólares para ouvir 40 bandas, entre eles o Nine Inch Nails, Aerosmith, Metallica, Green Day, Red Hot Chili Peppers e músicos como Peter Gabriel, Carlos Santana e Joe Cocker. Outra edição ocorreu em 1999, destruindo a reputação do "Festival da Paz e do Amor" devido à violência e tumultos supostamente incentivados por bandas como Limp Bizkit, Insane Clown Posse e Kid Rock.

Imitações brasileiras

O Brasil também tentou emular a aura hippie. Em 1971, na cidade de Guarapari, foi realizado o "Festival de Verão de Guarapari", que, devido a falta de verbas dos organizadores foi um fracasso retumbante. Já em Janeiro de 1975, na Fazenda Santa Virgínia, em Iacanga, interior de São Paulo, aconteceu o primeiro "Festival de Águas Claras", também anunciado como o pretenso "Woodstock brasileiro".

Referências


Biografia de Coco Chanel


Coco Chanel em 1928.
Gabrielle Bonheur Chanel. Nasceu em Saumur, a 19 de Agosto de 1883, e, faleceu em Paris, a 10 de Janeiro de 1971, mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa. Suas criações influenciaram a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.


Biografia


A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos, residente no Luxemburgo (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era feirante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno o Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, enquanto seus irmãos foram trabalhar numa quinta (propriedade rural, normalmente com casa de habitação). Aos 18 anos ela encontrou sua prima, que com a mesma idade tinha a mesma ambição de fugir do internato. Com êxito em 1903 ela trabalhou como costureira em uma loja de enxovais. Acerca de 1907-1908, em uma noite quando sai com sua prima ela se põe a cantar e começa a sonhar com o music hall. Seu apelido deve-se a música "Who has seen Coco?" que ela cantava na época em que trabalhava em um cabaré, mas ela preferia dizer que fora seu pai que a chamava assim quando era pequena. Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura. Com sua silhueta, ela atrai e passa a viver com Etienne Balsan (1880-1953), que foi um socialite e herdeiro de uma famosa fábrica de tecidos que na época fabricava o uniforme do exército. Ele era criador dos melhores cavalos da França, mas o romance só dura alguns meses, ao perceber que ele não a amava mais. Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheceu o grande amor da sua vida: o milionário inglês Arthur Capel. Capel ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Capel meses mais tarde morreu num desastre de carro. Com este desgosto,
Chanel fez do Ritz sua residência por mais de trinta anos, até o dia de sua morte.
Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas. No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Pavlovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Leonelson Muquepe desenhava sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje. Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o Chanel Nº 5. O nome foi devido a apenas a quinta fragrância que lhe foi apresentada ter lhe agradado e por ser o seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5. Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.

Morte

Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem. Foi sepultada no Cemitério Bois-de-Vaux, Lausana, Vaud na Suíça. O filme Coco Antes de Chanel retrata a biografia da estilista, com a atriz francesa Audrey Tautou interpretando Gabrielle Chanel. Quando a grande estilista morreu ,encontraram em sua casa desenhos de roupas, ou seja, ela ainda estava fazendo uma nova coleção.


Chanel S.A.

A sede da Chanel em Place Vendôme, Paris.
A Chanel S.A ou simplesmente Chanel ou ainda Casa Chanel é uma conceituada empresa de vestuário parisiense fundada pela falecida Coco Chanel, uma das maiores estilistas da Europa, especializada em peças de Luxo e perfumes refinados. A Chanel se tornou uma das maiores empresas do mundo no ramo, permanecendo como tal até então. Segundo a revista Forbes a empresa é controlada pelos empresários Alain Wertheimer e Gerard Wertheimer, netos do co-fundador da Casa Chanel. A Chanel têm agradado muitas celebridades mundiais, desde que foi criada, com suas peças de bolsas de luxo cobiçadas pelas celebridades mundiais. Dentre elas Catherine Deneuve, Nicole Kidman, Audrey Tautou e a mais famosa cliente Marilyn Monroe. A imagem é certamente o mais famoso de todos os anúncios da Chanel e continua a figurar entre os anúncios mais importantes da história do marketing mundial.


História
Coco Chanel
A era de Gabrielle Chanel (1883-1971) na empresa é, com certeza, a mais memorável marcada pelos vestidos caros e estilosos que revolucionaram a indústria da moda mundial repletos de originalidade. Desde o início Coco Chanel ocupava o cargo de Designer Chefe até o seu falecimento em 10 de janeiro de 1971.

Começo e Reconhecimento (1909-1920)

Srta Gabrielle Dorziat usando um dos primeiros chapéus de Chanel. Fotografia de Talbot.
No ano de 1909, Gabrielle Chanel abriu uma loja no piso térreo do apartamento Balsan em Paris, este é o marco inicial do que viria a se tornar um dos maiores impérios da moda no mundo. A região da Balsan era ponto de encontro dos burgueses e políticos franceses e suas amadas, uma oportunidade para Coco vender seus famosos chapéus decorados. Durante este período Coco se relacionou com Arthur Capel, um membro da elite parisiense. Artur viu em Coco uma futura mulher de negócios e a ajudou a adquirir um imóvel na Rue Cambon, n° 31 no ano de 1910. Já havendo uma alfaiataria no local, Coco não pode produzir vestidos de alta costura no local. Em 1913, a Chanel começou a produzir roupas esportivas femininas nas novas filiais nas cidades de Deauville e Biarritz. Coco detestava o estilo dessas mulheres que iam a essas cidades durante o Verão e suas roupas acabaram fazendo parte da Belle Époque. O carvão estava escasso na época da Primeira Guerra Mundial e as operárias precisavam de roupas de qualidade que se encaixassem nas condições de trabalho. Os desenhos Chanel naquela época foram afetados pelo novo conceito de desporto feminino. A época da I Guerra, Coco ainda abriu uma loja maior em frente ao Hotel Ritz Paris e pode desenvolver seus casacos e saias. A moda de Coco se tornou famosa mundialmente a partir de 1915 por causa de sua simplicidade ao desenhar. Entre 1915 e 1917 a revista Harper's Bazaar listou a Chanel na relação dos mais vendidos da época. Coco criou sua reputação como uma excelente estilista de moda meticulosa. Seguindo as tendências da década de 1920, Coco produziu seus primeiros vestidos frisados e introduziu os ternos três peças que até hoje ditam moda em Londres. Em 1921 foi criado o perfume Chanel nº 5 um verdadeiro sucesso considerado por muitos estudantes de moda como um dos motivos da ascensão de Coco.

Chanel e o Nazismo (1930-1950)

Loja em Beverly Hills.
Os vestidos da Chanel se envolveram com o estilo alongado feminino. Os vestidos de verão, desenhados por Coco em 1937, possuíam contrastes na cor e na forma. Ao longo da década de 1930, Elsa Schiaparelli competiu de forma acirrada com Chanel, mas foi uma rivalidade de curta duração. Chanel lançou uma exposição de jóias em 1932 dedicada especialmente ao diamante. Várias das peças, incluindo os colares chamados "Cometa" e "Fountain" que foram re-introduzidos pela Chanel em 1939. Quando a Segunda Guerra Mundial estourou em 1939, Chanel se aposentou e instalou-se no Hotel Ritz Paris com seu novo parceiro, o oficial alemão Hans Gunther von Dincklage. Somente seus perfumes e acessórios foram vendidos durante essa época. Quando a França ficou sob o controle de Adolf Hitler em 1940, os nazistas fizeram o Hotel Ritz seu quartel-general francês. Pierre Wertheimer e sua família fugiram para os Estados Unidos e antes que Coco pudesse reassumir a diretoria da empresa, Wertheimer fez uma procuração "ariana" na empresa. Rumores históricos confirmam que Coco foi uma leal aliada dos alemães. O biógrafo Edmonde Charles-Roux afirma que a inteligência alemã a mandou para a "uma visita a Winston Churchill como parte de um missão de paz em segredo". Coco Chanel foi presa logo após a libertação da França do nazismo sob acusação de cumplicidade com os alemães, mas Churchill interveio em nome dela e a libertou. Após a guerra Coco foi rejeitada pelos políticos franceses e fugiu para a Suíça. Na ausência de Coco, Pierre Wertheimer voltou a Paris para controlar os negócios da família Wertheimer e Coco criou sua própria coleção de perfumes. Wertheimer sentiu seus direitos legais violados e teve de indenizar cerca de 400 mil dólares a Coco, o equivalente a 2% dos produtos da empresa. Coco parou de fazer perfumes, após o acordo.

O Recomeço (1950-1970)

Filial em Hong Kong.
Chanel voltou a Paris em 1953 e descobriu que Christian Dior já dominara o mercado da alta costura. Pierre colaborou muito com Coco para reerguer a companhia e juntos introduziram as famosas bolsas de couro e os seus primeiros perfumes masculinos. Chanel chegou a receber o Fashion Oscar de 1957 pela sua coleção de primavera. O herdeiro de Pierre Jacques Wertheimer tomou o lugar do pai em 1965. Gabrielle "Coco" Chanel morreu em 10 de Janeiro de 1971 com 87 anos de idade e ainda confeccionando peças de roupas para a sua empresa. Seu último trabalho famoso foram os uniformes para a Olympic Airlines em 1969. Após sua morte, a liderança da empresa foi conferida a Yvonne Dudel, Cazaubon Guibourge Jean e Philippe. A Casa Chanel continuou o sucesso de moda e Jacques Wetheimer comprou toda a empresa. Os críticos afirmaram que durante sua liderança a empresa não recebeu muita atenção da família Wetheimer que se dedicava mais a criação de cavalos. Em 1974, a Casa Chanel lançou a linha Cristalle que foi desenhada quando Coco Chanel ainda era viva.

Hoje

Enquanto Alain Wertheimer permanece presidente da Chanel a empresa viveu uma certa modernização na produção. Em 2002 foi lançado o relógio unissex J12, considerado revolucionário e a fragrância Chance, com um aroma de surpresa e glamour. A Casa da Chanel também fundou a empresa "Paraffection" que reuniu os cinco "Ateliers d'Art": "Desrues" para ornamentação, "Lemarié" de penas e camélias, "Lesage" de bordadeira, "Massaro" de sapateiro e "Michel" de chapéus. Para agradar aos seus seguidores mais jovens, a Chanel introduziu o "In-Between Wear" em 2003. Nesse mesmo ano, com a imensa popularidade, a Chanel criou uma nova grande filial no centro de Paris. E abriu novas lojas em Hong Kong e Tóquio. Em Novembro de 2009 foi lançado no Brasil o filme CocoAntes de Chanel que conta a história de Coco Chanel da juventude pobre até a nobreza como uma importante estilista européia.


Chanel Nº 5

Chanel nº 5
Chanel Nº 5 é uma marca de perfume, constituindo-se no mais importante e conhecido perfume da Chanel, líder de vendas em todo o mundo.

História

Foi o primeiro perfume da Maison Chanel, tendo sido lançado em 1921. Coco Chanel pretendia criar um perfume de aroma inimitável, em suas palavras "um perfume com cheiro de mulher" ( de matéria prima, baunilha). Seu nome se deu por ser o quinto aroma a ser produzido e por ser o número da sorte da estilista que o apresentou aos seus amigos no dia 5 de Maio. Foi o primeiro a incorporar o aldeído, nota sintética capaz de realçar o aroma dos ingredientes naturais presentes na fórmula.

Marilyn Monroe e o Perfume

A atriz estadunidense Marilyn Monroe eternizou o seu uso ao declarar que dormia vestida com apenas duas gotas do perfume.

O Sucesso do Perfume

O sucesso do perfume deve-se a Marilyn Monroe, que ao declarar que dormia apenas com duas gotas do perfume, virou líder de vendas no mundo.

Notas

  • Saída: ylang-ylang, neroli, aldeídos e lírio-do-vale
  • Heart: rosa de maio e jasmim
  • Fundo: vetiver, baunilha e sândalo.


Citações de Coco Chanel

  • "Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher."
- Fonte: Revista Caras, Edição de 27 de Setembro de 2006.
  • "Moda é como a arquitetura, pura questão de proporções."
- "Chanel", de Marcel Haedrich, Editions Belfond, 1987, pág. 174
  • "A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50."
- La nature vous donne le visage que vous avez à 20 ans. La vie forme le visage que vous avez à 30 ans. Mais à 50 ans vous avez le visage que vous méritez.
- na obra "Coco Chanel", de Marcel Haedrich, Editions Belfond, 1980, pág. 138
  • "Não gosto que falem de uma moda Chanel. Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece."
- no livro "Le Temps Chanel" de Edmonde Charles-Roux, Edititons Grasset, 1980, pág. 244
  • A mulher pode ser crisálida e borboleta. Seja crisálida durante o dia e borboleta à noite."
- reflexões de "Coco Chanel" publicadas nos álbum "L'Album du Figaro", dezembro de 1950 e na obra "Des Maximes Signées Chanel" de Edmonde Charles-Roux, Editions Grasset, 1980
  • "Onde está realmente a genialidade de um costureiro? A genialidade é de saber prever... O grande costureiro é um homem que tem o dom do futuro em sua mente."
- "L'Allure de Chanel", de Paul Morand, 1996
  • "O conforto possui formas. O amor cores. Uma saia é feita para se cruzar as pernas e uma manga para se cruzar os braços."
- reflexões de "Coco Chanel" publicadas em “L'Album du Figaro", dezembro de 1950 e reproduzida no livro "Le Temps Chanel", de Edmonde Charles-Roux, Editions Grasset, 1980
  • "O luxo é tudo aquilo que não se vê."
- resposta a uma entrevista de Claude Berthod na Revista "ELLE", de novembro de 1971 e citação no livro "Chanel Solitaire" de Claude Delay, Editions Gallimard, 1983
  • "Elegância é tudo aquilo que é belo, seja no direito seja no avesso."
- "Chanel Solitaire", de Claude Delay, Editions Gallimard, 1983
  • "Quando estamos a por acessórios, tira-se sempre a última coisa que se pôs".
- Chanel Solitaire, 1983".

Referências


Biografia de Robert Smythson


Hardwick Hall
Robert Smythson. Nasceu na Inglaterra em 1535, e, faleceu em Wollaton em 1614. Smythson foi um importante escultor decorativo e arquiteto do Maneirismo inglês. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas em 1556 foi mencionado como pedreiro - na época, algo equivalente ao arquiteto - nas obras da Longleat House, onde parece ter dado grande contribuição para o desenho do projeto. Mais tarde projetou vários importantes palácios rurais da Inglaterra, como o Hardwick Hall, Wollaton Hall, Burghley House, Burton Agnes Hall e possivelmente o Gawthorpe Hall, além de outros cuja atribuição é controversa. Seu estilo é uma original mistura de elementos da Renascença e do Gótico, com um inovador emprego do vidro em grandes janelas de belo efeito plástico no conjunto da obra. Seu filho John Smythson e seu neto Huntingdon Smithson também foram arquitetos de renome.


Longleat House

Longleat House, 2005.
Longleat House é um palácio rural inglês localizado nos arredores da vila de Horningsham, e próximo das cidades de Warminster no Wiltshire e Frome em Somerset. O palácio foi construído por Sir John Thynne, e desenhado, principalmente, por Robert Smythson, depois que o Priorado original foi destruído pelo fogo, em 1567. Levou 12 anos para ficar pronto e é habitualmente visto como um dos melhores exemplos da Arquitetura Isabelina, na Inglaterra. Longleat é atualmente habitada por Alexander Thynn, 7º Marquês de Bath, um descendente direto de Sir John Thynne. Longleat House está situado num parque com mais de 900 acres (3,6km²), ajardinado por Capability Brown, com 8,000 acres (32km²) de florestas e terras de cultivo. Foi a primeira propriedade privada a abrir ao público, e ainda afirma ter sido o primeiro Safari park fora de África. O programa televisivo da BBC, Animal Park, é filmado aqui.


Longleat House e os Thynnes


  • Sir John Thynn (1515-1580) comprou Longleat em 1541, a qual fora um Priorado dos Agostinianos. Este nobre foi o primeiro membro da dinastia Thynne. A família mudou o nome de Thynn para Thynne durante o século XVII, embora o atual líder da família reverteu o apelido para Thynn durante a década de 1980.
Pavilhão anexo a Longleat House, 2004.
Sir John era um construtor com experiência ganha, por exemplo em Syon House e Somerset House. Em Abril de 1567 a casa original sofreu um incêndio e ficou destruída. Uma casa de substituição foi, efetivamente, concluída em 1580. Adrian Gaunt, Alan Maynard, Robert Smythson, o Earl of Hertford e Humpfrey Lovell contribuíram, todos eles, para a nova construção, mas a maior parte do desenho foi obra de Sir John.
O palácio foi sendo herdado, em linha direta, pelos varões da família, até aos dias de hoje.
Foram proprietários de Longleat House:
  • Sir John Thynn, Junior (1555-1604)
  • Sir Thomas Thynn (1578-1639)
  • Sir James Thynn (1605-1670), que empregou Sir Christopher Wren para fazer modificações no palácio
  • Thomas Thynn (1646-1682)
  • Thomas Thynne, 1º Visconde Weymouth (1640-1714), que começou a maior coleção de livros da casa. No seu tempo, jardins formais, canais, fontes e parterres foram criados por George London, com esculturas de Arnold Quellin e Chevalier David. A Best Gallery, Long Gallery, Old Library e Capela foram todas acrescentadas devido a Wren.
  • Thomas Thynne, 2º Visconde Weymouth (1710-1751), casou com Louisa Careret, que tem a reputação de ainda residir no palácio como um fantasma.
  • O hedge maze, da Longleat House.
    Thomas Thynne, 1º Marquês de Bath (1734-1796) empregou Capability Brown que substituiu os jardins formais por um parque paisagístico com caminhos dramáticos e estradas de entrada.
  • Thomas Thynne, 2º Marquês de Bath (1765-1837) empregou Jeffry Wyatville modernizar o palácio e recebeu conselhos de Humphrey Repton, nos campos. Wyatville demoliu várias partes do edifício, incluindo a escadaria de Wren, e substituiu-as por galerias e uma grande escadaria. Também construiu vários edifícios anexos, incluindo a Orangery.
  • Henry Frederick Thynne, 3º Marquês de Bath (1797-1837)
  • John Alexander Thynne, 4º Marquês de Bath (1831-1896) colecionou obras de arte italianas. Empregou John Crace, cujos trabalhos anteriores incluíam Brighton Pavilion, Woburn Abbey, Chatsworth House e o Palácio de Westminster, para acrescentar interiores em estilo Renascença italiano.
  • Thomas Henry Thynne, 5º Marquês de Bath (1862-1946). Durante a Primeira Guerra Mundial, o palácio foi usado como um hospital temporário. Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se a evacuada Royal School for Daughters of Officers in the Army. Um hospital americano também foi construído nos terrenos.
  • Henry Frederick Thynne, 6º Marquês de Bath (1905-1992). Em 1947, os impostos sucessórios forçaram a venda de várias propriedades dos Marqueses, em ordem a manter a sobrevivência de Longleat, abriu a casa ao público visitante. Russell Page redesenhou os jardins em volta do palácio para atrair os turistas. O parque safári abriu em 1966.
  • Alexander Thynn, 7º Marquês de Bath (nascido em 1932) é um artista e pintor de murais, com uma taração especial por labirintos (criou o hedge maze, o love labyrinth, o sun maze, o lunar labyrinth e o King Arthur's maze).
A casa ainda é usada para residência privada da família Thynn.


A visita à casa inclui:


  • Longleat House, 2005.
    O Grande Hall Isabelino, com uma galeria de menestréis
  • O corredor Este inferior, uma ampla sala que originalmente era usada pelos criados para aceder à casa ao edifício principal. Este atualmente alberga mobiliário fino e pinturas. Também são exibidos aqui dois livros de visitas, um mostrando a assinatura de Isabel II do Reino Unido e Philip, o outro as de Albert (George VI) e da Rainha Elizabeth, A Rainha Mãe.
  • A ante-biblioteca, com uma magnífica pintura veneziana no tecto
  • A Biblioteca Encarnada, a qual exibe muitos dos 40.000 livros da casa
  • A Sala do Pequeno-Almoço, com um tecto que joga com o da ante-biblioteca
  • A Sala de Jantar de Baixo
  • No piso de cima, uma exposição de animais em porcelana de Meissen
  • A Sala de Banho.
  • A State Dining Room, com uma Meissen porcelain centrepiece on the table to facilitate flagging conversations
  • O Salão
  • A State Drawing Room, desenhada por Crace
  • O Corredor dos Mantos
  • O Quarto Chinês
  • A Sala de Música, com instrumentos incluindo um realejo
  • O Quarto do Príncipe de Gales, assim chamado devido a uma grande pintura de Henry Frederick, Príncipe de Gales, o irmão de Carlos I
  • O corredor Oeste Superior
  • A Grande Escadaria

 

Wollaton Hall

Wollaton Hall em 1880.
Wollaton Hall, 2004.
Wollaton Hall é um palácio rural situado em Wollaton, Nottingham, Inglaterra, iniciado em 1580 e terminado em 1588, por Sir Francis Willoughby (1547-1596). Foi desenhado pelo arquiteto isabelino, Robert Smythson (também arquiteto de Hardwick Hall). A construção consiste num grande hall central, rodeado por quatro torres. Infelizmente, um incêndio causou estragos na decoração interior desta obra de Smythson, em algumas das salas do andar térreo, embora tenham ocorrido poucos danos estruturais. Sir Jeffry Wyattville remodelou-o em 1801, o que viria a acontecer periodicamente até à década de 1830. A galeria do hall principal contém o mais antigo órgão de tubos do Nottinghamshire. Pensa-se que este órgão data do século XVII, provavelmente feito pelo fabricante Gerard Smith. Ainda é tocado manualmente. Wollaton Hall pertence agora ao município de Nottingham. Atualmente alberga a coleção de História natural de John Ray, com animais e pássaros embalsamados. Em 1855, Joseph Paxton desenhou uma réplica aproximada de Wollaton Hall no Buckinghamshire, conhecida atualmente como Mentmore Towers. Os campos da propriedade, acolhem anualmente o Intercounties Cross Country trials, sempre no mês de Março, assim como muitos outros eventos. Neste parque, durante a Segunda Guerra Mundial membros do 508º Regimento de Infantaria Paraquedista dos EUA foram alojados na casa antes de serem enviados para a Europa continental. Uma pequena placa comemora este evento. O palácio foi reaberto no dia 8 de Abril de 2007, depois de ter estado fechado para renovação. As salas do topo da casa e as cozinhas no subsolo, estão abertos para visita pública. Em 2011, o lugar serviu como set de gravação para a Mansão Wayne no terceiro Batman dirigido por Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Em Batman Begins, o primeiro filme da trilogia, o mansão Mentmore Towers, réplica do palácio Wollaton Hall, serviu como a Mansão Wayne.

Proprietários de Wollaton Hall

  • Wollaton House, 2008.
    1580 - 1596 Sir Francis Willoughby (1547-1596)
  • 1596 - 1643 Sir Percival Willoughby
  • 1643 - 1672 Francis Willughby
  • 1672 - 1729 Thomas Willoughby, 1º Barão Middleton
  • 1729 - 1758 Francis Willoughby, 2º Barão Middleton
  • 1758 - 1774 Francis Willoughby, 3º Barão Middleton
  • 1774 - 1781 Thomas Willoughby, 4º Barão Middleton
  • 1781 - 1800 Henry Willoughby, 5º Barão Middleton
  • 1800 - 1835 Henry Willoughby, 6º Barão Middleton
  • 1835 - 1856 Digby Willoughby, 7º Barão Middleton
  • 1856 - 1877 Henry Willoughby, 8º Barão Middleton
  • 1877 - 1922 Digby Wentworth Bayard Willoughby, 9º Barão Middleton
  • 1922 - 1924 Godfrey Ernest Percival Willoughby, 10º Barão Middleton
  • 1924 - 1925 Michael Guy Percival Willoughby, 11º Barão Middleton
  • 1925 - actualidade - Município de Nottingham
 

Museu Industrial


Wollaton Hall contém um Museu Industrial, com uma exposição de têxteis, transportes e tecnologias do passado de Nottingham, incluindo o Basford Beam Engine, uma operadora completa análoga às redes de telefone, uma exposição de bicicletas, motociclos e carros motorizados ligados à cidade e alguns dos mais importantes máquinas de produção de fio que puseram Nottingham no mapa dos têxteis. O acesso ao Museu Industrial é feito através da loja do Pátio dos Estábulos The e via o Wollaton Visitor Centre.

Hardwick Hall


Hardwick Hall, 2009.
Hardwick Hall é um palácio rural inglês, situado em Doe Lea, Chesterfield, Derbyshire. É um dos mais importantes exemplos de solares rurais, da Arquitetura Isabelina. Em comum com outros trabalhos do arquitecto Robert Smythson em Longleat House e Wollaton Hall, Hardwick Hall é um dos primeiros exemplos da interpretação inglesa do estilo arquitetônico Renascentista. A casa foi desenhada para Bess of Hardwick, antepassada dos Duques de Devonshire, por Robert Smythson, nos finais do século XVI e permaneceu naquela família até que foi confiscada pelo HM Treasury (Ministério das Finanças) em lugar do imposto sucessório, em 1956. O Tesouro transferiu o palácio para o National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty (Instituto Nacional de Locais de Interesse Histórico ou de Beleza Natural), em 1959. Como era uma residência secundária dos Duques de Devonshire, cuja casa principal era a vizinha Chatsworth House, foi pouco alterada ao longo dos séculos e, de facto, desde o início do século XIX, a sua
Hardwick Hall, 2009.
atmosfera antiga era conscientemente preservada. Hardwick foi uma evidente demonstração do poder e riqueza de Bess of Hardwick, que era a mulher mais rica da Inglaterra, depois da própria Rainha Isabel I. Foi uma das primeiras casas inglesas onde o grande hall foi construído num eixo de simetria pelo centro da casa, exatamente em anglo recto com a entrada. Cada um dos três andares principais é mais alto que o anterior, e uma grande e curva escadaria em pedra conduz a uma suíte de state rooms no segundo piso, o qual inclui uma das mais longas galerias dos palácio ingleses, e a um ligeiramente alterado great chamber. Existe uma vasta coleção de tapeçarias e mobílias do século XVI e século XVII. As janelas são excepcionalmente largas e numerosas para o século XVI e davam um poderoso sinal de abundância numa época em que o vidro era um luxo: dizia-se "Hardwick Hall, mais vidro que parede". Hardwick encontra-se, atualmente, aberto ao público. Tem um refinado jardim, e o parque ainda contém o Hardwick Old Hall, uma casa um pouco mais antiga, que foi usada para acomodar hóspedes e áreas de serviço depois que o novo palácio foi construído. O Old Hall está, atualmente, em ruínas. É administrado pelo English Heritage em nome do National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty e está igualmente aberto ao público.

Referências