terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Biografia de Albert Claude


(imagem indisponível).
Albert Claude. Nasceu em Longlier, Bélgica, a 24 de Agosto de 1899, e, faleceu em Bruxelas, a 22 de Maio de 1983. Albert Claude foi um biólogo belga. Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1974, pela descoberta de estruturas e funções celulares. Na Rockefeller University ele fez suas conquistas mais inovadoras em biologia celular. Em 1930 ele desenvolveu a técnica de "fracionamento celular", pelo qual descobriu o agente do "Sarcoma de Rous", componentes de organelas celulares, tais como mitocôndrias, cloroplastos, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, ribossomo e lisossomo. Ele foi o primeiro a empregar o microscópio eletrônico no  campo da biologia. Em 1945, ele publicou a primeira estrutura detalhada da célula. Seus trabalhos coletivos estabeleceram a complexa propriedade funcional e estrutural das células. Albert Claude também foi agraciado com o Prêmio Louisa Gross Horwitz em 1970, e com o Prêmio Paul Ehrlich e Ludwig Darmstaedter em 1971.



Formação


Filho de Glaudice Watriquant, que faleceu quando o mesmo tinha somente sete anos. Viu na medicina uma forma de entender o significado da vida e da origem das doenças (segundo palavras do próprio Claude, citado na sua autobiografia). Diplomou-se na Universidade de Liège, Bélgica. Em 1928/29 ingressou no laboratório de cultivo de tecidos do professor Albert Fischer. Em 1929 juntou-se a Universidade Rockefeller, e foi aí que tiveram início as suas pesquisas.



Pesquisa


Em 1929 ele utilizou o microscópio eletrônico para entender a estrutura e funções celulares, nestas pesquisa identificou o “retículo endoplasmático” e descobriu a função da mitocôndria (respiração celular). Também desenvolveu métodos para separar diferentes componentes celulares, através de suas densidades, após centrifugação. Foram estas contribuições que o levaram a receber o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1974, dividindo o prêmio com seus estudantes George Emil Palade e Christian de Duve.





Retículo endoplasmático

Imagem de um núcleo, do retículo endoplasmático e do Complexo de Golgi.
(1) Núcleolo (2) Poro nuclear. (3) Retículo endoplasmático rugoso (RER). (4) Retículo endoplasmático liso (REL). (5) Ribossoma no RE rugoso. (6) Proteínas sendo transportadas. (7) Vesícula (transporte). (8) Complexo de Golgi. (9) Lado cis do Complexo de Golgi. (10) Lado trans do Complexo de Golgi. (11) Cisternas do Complexo de Golgi. (Imagem:
Magnus Manske).
O retículo endoplasmático, ou ergastoplasma, é um organelo exclusivo de células eucariontes. Formado a partir da invaginação da membrana plasmática, é constituído por uma rede de túbulos e vesículas achatados e interconectados, que comunicam com o envoltório nuclear (carioteca). Foi descoberto em 1945 pelo citologista belga Albert Claude. A microscopia eletrônica revelou a presença, no interior do citoplasma, de um retículo de membranas lipoproteicas que foi denominado retículo endoplasmático (RE). Conforme a posição das membranas, podemos distinguir a existência de túbulos e sáculos ou vesículas achatadas. O retículo endoplásmatico rugoso apresenta as seguintes funções: aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de atividade das enzimas, facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular, síntese de proteínas (sua principal função) e armazenamento. O retículo endoplasmático está envolvido na síntese de proteínas e lipídios, na desintoxicação celular e no transporte intracelular. Existem dois tipos de retículos, classificados de acordo com a presença ou ausência de ribossomas na sua superfície: rugoso ou granular e liso, respectivamente.



Retículo endoplasmático rugoso ou granular



O retículo endoplasmático rugoso ou granular (RER ou REG), também designado retículo endoplasmático granuloso ou ergastoplasma (do grego “ergozomai”, que significa "elaborar", "sintetizar"), é formado por sistemas de vesículas achatadas com ribossomos aderidos à membrana, o que lhe confere aspecto granular. Participa da síntese de proteínas, que serão enviadas para o exterior da célula. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em células com funções secretoras. São os casos, por exemplo, das células do pâncreas, que secretam enzimas digestivas, das células caliciformes da parede do intestino, que secretam muco, e das células secretoras tipo II,nos alvéolos pulmonares,que produzem lipoproteína surfactante . Graças aos ribossomos aderidos a suas membranas, o retículo endoplasmático rugoso atua na produção de certas proteínas celulares como o colágeno, que é uma proteína produzida pelo RER do fibroblasto. A ligação de polirribossomas à superfície citosólica do RER é feita através de proteínas integrais:

  • Docking protein (partícula receptora de reconhecimento de sinal)
  • Riboforinas I e II (proteínas receptoras do ribossoma)
  • Proteína do Poro

A presença de polirribossomas no RER possibilita sua função: síntese de proteínas. Por isto ele é tão desenvolvido em células com intensa síntese proteica, destinada à exportação ou a organelas com membrana. Além disso, o RER também participa de modificações pós-traducionais proteicas: sulfatação, pregueamento e glicosilação.




Retículo endoplasmático liso



O retículo endoplasmático liso (REL), também chamado retículo endoplasmático agranular, é formado por sistemas de túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos à membrana. Participa principalmente da síntese de esteroides, fosfolipídeos e outros lipídeos. O REL tem, como uma de suas principais funções, a desintoxicação do organismo,atuando na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, assim como a degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos(substâncias anestésicas). Esse tipo de retículo é abundante principalmente em células do fígado, das gônadas e pâncreas. O retículo endoplasmático liso é composto por uma rede tridimensional de túbulos e cisternas interconectados, que vai desde a membrana nuclear (a cisterna do RE é contínua com a cisterna perinuclear) até a membrana plasmática.




Retículo endoplasmático e a tolerância ao álcool

 


O álcool, drogas e sedativos, quando consumidos em excesso ou com frequência, induzem a proliferação do retículo não-granuloso e de suas enzimas. Isto aumenta a tolerância do organismo à droga, ou seja, são necessárias doses cada vez mais altas para que esta possa fazer algum efeito. Esta tolerância a uma substância pode tornar o organismo tolerante a outras substâncias úteis ao mesmo, como é o caso dos antibióticos. Por essa razão, é importante que entendamos os problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas alcoólicas, drogas e do uso de medicamentos sem prescrição e controle médico.




Títulos honorários


  • Diretor emérito do Instituto Jules Bordet para pesquisa e tratamento de câncer;
  • Professor emérito da Faculdade de Medicina na Universidade de Bruxelas;
  • Professor da Universidade Rockefeller e da Universidade Católica da Louvain na Bélgica;
  • Diretor do laboratório de biologia celular e cancerologia da Universidade Católica de Louvain, Bélgica.

 

Referências:




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Biografia de Camillo Golgi


Camillo Golgi em 1906.
Camillo Golgi. Nasceu em Corteno, a 7 de Julho de 1843, e, faleceu em Pavia, a 21 de Janeiro de 1926. Camillo Golgi foi um médico e histologista italiano. Descobriu três variedades de parasitas da malária e usou o nitrato de prata no estudo do tecido nervoso. Foi agraciado com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medina em 1906, juntamente com Santiago Ramón y Cajal.


Vida e obra


Filho de um funcionário do departamento médico, estudou medicina na Universidade de Pádua, graduando-se em 1865. Trabalhou algum tempo na clínica psiquiátrica do criminólogo Lombroso, mas depressa se interessou pela histologia. Em 1872 começou a trabalhar no pavilhão de incuráveis de um hospital de Abbiategrasso. Exerceu como professor de Anatomia nas Universidades de Turim e de Siena e foi catedrático de Histologia na de Pavia, da qual chegou a ser diretor da Faculdade de Medicina e reitor. Apesar dos escassos meios com que contava, chegou a importantes resultados com as suas experiências, entre as quais se destaca o método da coloração com o nitrato de prata, que provocou uma revolução no estudo laboratorial dos tecidos nervosos. Empregando este método, identificou uma classe de célula nervosa dotada de extensões (ou dendritos) mediante as quais se ligam entre si outras células nervosas. Esta descoberta permitiu a Wilhelm von Waldeyer-Haltz formular a hipótese de que as células nervosas são as unidades estruturais básicas do sistema nervoso, hipótese que mais tarde demonstraria Santiago Ramón y Cajal. Em 1876, depois do seu regresso à Universidade de Pavia, continuou o estudo das células nervosas, obtendo provas da existência de uma rede irregular de fibrilhas, cavidades e grânulos (a que depois seria dado o nome de Complexo de Golgi), que desempenha um papel essencial em operações celulares como a construção da membrana, o armazenamento de lípidos e proteínas ou o transporte de partículas ao longo da membrana celular. Entre 1885 e 1893 dedicou a sua investigação ao estudo do paludismo, chegando a resultados tão importantes como a distinção entre a malária terçã e quartã, enquanto patologias provocadas por duas espécies diferentes de um mesmo parasita protozoário chamado Plasmodium, assim como a identificação do acesso febril como sendo originado pela libertação por parte desse organismo de esporos no fluxo sanguíneo. Em 1906, Golgi recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina conjuntamente com Santiago Ramón y Cajal, pelos seus estudos sobre a estrutura do sistema nervoso.



Complexo de Golgi


Micrografia do Complexo de Golgi.
(Imagem: Louisa Howard).
Em biologia celular, aparelho de Golgi, complexo de Golgi, dictiossoma, golgiossomo ou complexo golgiense é uma organela encontrada em quase todas as células eucarióticas. O nome é uma homenagem ao italiano Camilo Golgi, que foi o seu descobridor. É constituído por dobras de membranas e vesículas, e sua função primordial é o processamento de proteínas ribossomáticas e a sua distribuição por entre essas vesículas. Funciona, portanto, como uma espécie de sistema central de distribuição na célula, atuando como centro de armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de substâncias. O complexo Golgiense é responsável também pela formação dos lisossomos, da lamela média dos vegetais e do acrossomo do espermatozoide, do glicocalix e está ligado à síntese de polissacarídeos. Acredita-se, ainda, que a organela seja responsável por alguns processos pós-traducionais, tais como adicionar sinalizadores às proteínas, que as direcionam para os locais da célula onde atuarão. A maior parte das vesículas transportadoras que saem do retículo endoplasmático, e em particular do retículo endoplasmático rugoso, são transportadas até o complexo de Golgi, onde são modificadas, ordenadas e enviadas na direção dos seus destinos finais. A organela está presente na maior parte das células eucarióticas, mas tende a ser mais proeminente nas células de órgãos responsáveis pela secreção de certas substâncias, tais como o pâncreas, a hipófise e a tireoide.


Descoberta


Devido ao seu tamanho relativamente grande, o complexo de Golgi foi uma das primeiras organelas celulares a ser descrita e observada em detalhes. A estrutura foi descoberta em 1898 pelo médico italiano Camillo Golgi, durante uma investigação sobre o sistema nervoso. Inicialmente, logo após observar a estrutura em seu microscópio, ele a chamou de aparelho reticular interno. A organela foi então rebatizada em sua homenagem não muito tempo após o anúncio de sua descoberta em 1898. No entanto, algumas dúvidas sobre essa primeira descrição foram levantadas, argumentando-se que a aparência da estrutura era, na verdade, apenas uma ilusão de ótica criada pela técnica de observação utilizada por Golgi. Com o desenvolvimento de microscópios modernos no século XX, a descoberta foi confirmada, mas, também foi descoberto que o complexo de Golgi também serve para ajudar o espermatozoide penetrar no óvulo.


Estrutura


Sistema de endomembranas celular. O "Complexo de Golgi" está representado como dobras de membrana na cor verde. (Imagem: Mariana Ruiz LadyofHats).
Encontrado no interior do citoplasma de células vegetais e animais, o complexo de Golgi é composto de pilhas de dobras de membranas interligadas formando estruturas conhecidas como cisternas. Uma pilha individual é muitas vezes chamada de dictiossomo, especialmente em células vegetais. Uma célula de um mamífero contém tipicamente 40 a 100 pilhas desse tipo. Entre seis a vinte cisternas são normalmente presentes em uma pilha, no entanto, em alguns protistas esse número pode chegar a sessenta. Cada cisterna compreende um disco de membrana plana, fechada, que inclui enzimas especiais que modificam ou ajudam a modificar proteínas que são transportadas através da estrutura. A pilha de cisternas tem quatro regiões funcionais: a rede cis-Golgi, medial-Golgi, endo-Golgi e trans-Golgi. A face trans é a face côncava, que libera vesículas para a membrana plasmática, enquanto a face cis é convexa, recebendo vesículas transportadoras provenientes de outras organelas intracelulares. Cada região contém enzimas diferentes que seletivamente modificam o conteúdo, dependendo de onde eles residem. As cisternas também carregam proteínas estruturais importantes para a manutenção do formato da organela: membranas achatadas que se sobrepõem umas sobre as outras.


Funções


As células sintetizam um grande número de diferentes macromoléculas. O complexo de Golgi é parte integrante na modificação, classificação e empacotamento dessas macromoléculas para que possam ser devidamente secretadas, num processo conhecido como exocitose, ou então para que sejam usada dentro da célula. Ele modifica principalmente proteínas vindas do retículo endoplasmático rugoso, mas também está envolvido no transporte de lipídios pela célula e na formação de lisossomos. Dessa forma, o complexo de Golgi pode ser comparado a uma central de correios, na qual os "pacotes" são enviados a diferentes destinos no interior da célula. As enzimas dentro das cisternas são capazes de modificar as proteínas por adição de hidratos de carbono (glicosilação) e fosfatos (fosforilação). Para realizar esta tarefa, o complexo de Golgi "importa" substâncias, tais como açúcares de nucleotídeos a partir do citosol. Estas modificações podem também formar um sequência de sinal que determina o destino final da proteína. Por exemplo, o aparelho de Golgi adiciona uma marcador de manose-6-fosfato para proteínas destinadas aos lisossomos. O complexo de Golgi desempenha ainda um importante papel na síntese de proteoglicanos, que são moléculas presentes na matriz extracelular dos animais. Também é o local principal da síntese de carboidratos. Isto inclui a produção de glicosaminoglicanos, polissacarídeos de cadeias longas não-ramificadas que a organela liga em seguida a uma proteína sintetizada no retículo endoplasmático para formar os proteoglicanos.


Vesículas de transporte


As vesículas originadas no retículo endoplasmático liso formam, através da união entre elas, agregados túbulo-vesiculares, os quais são transportados até a região cis do complexo de Golgi por proteínas motoras guiadas por microtúbulos onde se fundem com a membrana deste, esvaziando seu conteúdo no interior do lúmen. Uma vez dentro, as moléculas são modificadas, marcadas e direcionadas até seu destino final. O aparelho de Golgi tende a ser maior e mais numeroso nas células que sintetizam e secretam continuamente macromoléculas, como é o caso dos linfócitos B ativados, que são células secretoras de anticorpos. Aquelas proteínas destinadas a zonas mais distais do aparelho de Golgi são deslocadas para a região trans, interiorizando-se em uma complexa rede de membranas e vesículas associadas denominadas região trans-Golgi. É nesta região que muitas proteínas são marcadas e enviadas para seus devidos destinos por meio de algum dos três tipos de diferentes de vesículas, de acordo com o marcador que apresentam:



Tipo
Descrição
Exemplo
Vesículas de exocitose
(constitutivas)
Este tipo de vesícula contém proteínas que devem ser liberadas para o meio extracelular. Depois de internalizar as proteínas, a vesícula se fecha e se dirige imediatamente para a membrana plasmática, com a qual se funde, liberando assim seu conteúdo no meio extracelular. Este processo é denominado secreção constitutiva.
Os anticorpos liberados por linfócitos B ativados.
Vesículas de secreção
(reguladas)
Este tipo de vesícula contém também proteínas destinadas a ser liberadas no meio extracelular. No entanto, neste caso, a formação das vesículas se dá seguida de seu armazenamento na célula, onde permanecerá à espera de um sinal para então ativar-se. Quando isto ocorre, elas se dirigem para a membrana plasmática e liberam seu conteúdo de forma semelhante às vesículas de exocitose. Este processo é denominado secreção regulada.
Liberação de neurotransmissores pelos neurônios.
Vesículas lisossomais
Este tipo de vesícula transporta proteínas destinadas aos lisossomos, pequenas organelas com funções digestivas que possuem em seu interior muita enzimas. Estas proteínas podem ser tanto enzimas digestivas como proteínas de membrana. A vesícula se funde com um endossomo tardio e transfere seu conteúdo para o lisossomo por mecanismo ainda desconhecidos.
Proteases digestivas destinadas aos lisossomos.

 

Mecanismos de transporte


O mecanismo de transporte através do qual as proteínas se "movimentam" através do aparelho de Golgi ainda não está claro, no entanto, existe atualmente uma série de hipóteses para tentar explicar este processo. Até recentemente, o mecanismo de transporte vesicular era o mais aceito, mas novas evidências estão vindo à tona para apoiar a maturação cisternal. Os dois modelos propostos podem funcionar em conjunto, e, portanto, não são mutuamente exclusivos. Essa hipótese é conhecida como o "modelo combinado".

  • Modelo de maturação cisternal: as cisternas se movimentam no complexo de Golgi sendo construídas na face cis e destruídas na face trans. As vesículas originadas do retículo endoplasmático se fundem entre si para formar uma cisterna na face cis, por consequência, esta cisterna recém-formada parece mover-se através da pilha de Golgi quando um novo cisterna é formada na face cis. Este modelo é apoiado pelo fato de que estruturas maiores do que as vesículas de transporte, tais como fibras de colágeno, foram observadas ao microscópio para progredir através do aparelho de Golgi. Esta era uma hipótese bastante aceita inicialmente, mas perdeu força na década de 1980. Recentemente ela ganhou nova força, através de pesquisas em laboratórios da Universidade de Chicago e da Universidade de Tóquio. A evidência adicional vem do fato de que o movimento de determinadas vesículas na direção retrógrada, transportando proteínas de volta para o retículo endoplasmático.

 

Complexo de Golgi - Alterações Genéticas - Amelogênese Imperfeita


O complexo de Golgi, como já foi dito anteriormente, é constituído de diversas vesículas, cuja função é a separação e endereçamento de moléculas sintetizadas nas células, processamento de lipídeos e proteínas e faz parte da Via Biossintética Secretora. No entanto, se ocorrer alguma mutação genética, por exemplo, o funcionamento do Golgi ficará prejudicado, ocasionando a Amelogênese Imperfeita. A Amelogênese Imperfeita é uma anomalia hereditária que afeta exclusivamente o esmalte, pode ser autossômica dominante, autossômica recessiva ou ligada ao cromossomo X; é resultado da deposição inadequada dos cristais de hidroxiapatita, podendo ter retenção excessiva de matéria orgânica, onde o processo da maturação será interrompido, afetando o esmalte das dentições decídua e permanente.


Formação do Esmalte:

  • O esmalte é uma estrutura que recobre a coroa dos dentes, sendo o tecido mais mineralizado do organismo;
  • As células do epitélio interno do órgão do esmalte sofrem diferenciação, formando os pré-ameloblastos, o que caracteriza a fase de diferenciação;
  • Com a formação da primeira camada de matriz orgânica da dentina, ocorre o término da diferenciação de pré – ameloblastos em ameloblastos;
  • Nesse estágio, há uma intensa proliferação das organelas citoplasmáticas, principalmente do complexo de golgi, caracterizando os ameloblastos, finalmente, como células secretoras de proteínas;
  • A partir daí, ocorre a secreção e deposição da matriz orgânica do esmalte, formada principalmente por amelogeninas e enamelinas.



Devido à mutação no cromossomo 4q21, há uma alteração na função dos ameloblastos e os grânulos de secreção provenientes do Complexo de Golgi não são liberados de forma correta, ocasionando uma deposição inadequada da matriz orgânica do esmalte, consequentemente, o que irá provocar o desenvolvimento da amelogênese imperfeita, já que o acúmulo de proteínas pode acarretar o estresse celular e, posteriormente, à necrose.



Principais publicações


  • Sulla fina anatomia degli organi centrali del sistema nervoso: studi di Camillo Golgi. Reggio: Tip. di Stefano Calderini e figlio, 1884.
  • Sulla fina anatomia degli organi centrali del sistema nervoso: studi di Camillo Golgi. Milano, 1886.
  • Sunti delle lezioni di istologia generale del prof. C. Golgi; raccolti dagli studenti G. Marenghi e L. Villa. Pavia, 1891-92.
  • Ancora una nota a contribuzione delle conoscenze sull'anatomia patologica della rabbia sperimentale. Pavia: Stab. Tip. Succ. Bizzoni, 1892.
  • Di nuovo sulla struttura delle cellule nervose dei gangli spinali: Comunicazione fatta alla società medico- chirurgica di Pavia nella Seduta del 20 gennaio 1899. Pavia: Tip. Fratelli Fusi, 1899.
  • Intorno alla struttura delle cellule nervose. Pavia: Tip. Fratelli Fusi, 1898.
  • Sulla struttura delle cellule nervose nel midollo spinale: Comunicazione fatta alla società medico-chirurgica di Pavia il Giorno 14 Luglio 1900. Pavia: Tip. Fratelli Fusi, 1900.
  • Istologia normale, 1870-1883. Milano: Hoepli, 1903.
  • Istologia normale, 1883-1902. Milano: Hoepli, 1903.
  • Patologia generale e isto-patologia, 1868-1894. Milano: Hoepli, 1903.
  • Opera omnia. Milano: Hoepli, 1903-1929. 4 vols.

 

Bibliografia


  • Mazzarello, Paolo. The Hidden Structure: A scientific biography of Camillo Golgi. Oxford: Oxford University Press, 1999. ISBN 0-19-852444-7.
  • Mazzarello, Paolo. "Golgis's Scientific Biography". Journal of the History of the Neurosciences. 8,2(1999)121-131.

 

Referências:





Biografia de Mary Mallon


Mary Mallon no isolamento.
Mary Mallon. Nasceu no Condado Tír Eoghain (Tyrone, em inglês) a 23 de Setembro de 1869, e, faleceu em North Brother Island, East River, New York, a 11 de Novembro de 1938, também conhecida como “Maria Tifoide”, pelo fato de mesmo estar (praticamente) saudável, continuou transmitindo a doença. Foi o primeiro portador a ser identificado após uma epidemia, nos Estados Unidos da América. Mary emigrou sozinha para os Estados Unidos em 1883. Embora tenha contraído febre tifoide, seu caso foi de gravidade baixa. Seu organismo conseguiu deter os efeitos nocivos da bactéria que causa a doença, mas continuou capaz de transmitir a enfermidade a outras pessoas, ainda que estivesse aparentemente saudável. Como não detinha grandes qualificações profissionais, trabalhou como empregada doméstica nas vizinhanças de Nova Iorque, exercendo a função de cozinheira entre 1900 e 1907, período em que contaminou dezenas de pessoas – com um caso fatal, inclusive. Constatada sua situação, foi isolada em um hospital pelas autoridades sanitárias, tendo sido liberada após 3 anos, com a condição de que não voltasse a manipular alimentos. Entretanto, em 1915 voltou a cozinhar, reiniciando a difusão da doença. Por conta disso, Mary foi confinada numa "quarentena" que durou o resto de sua vida. Faleceu aos 68 anos, vítima de pneumonia. A autópsia revelou que ela continuava uma potencial irradiadora da febre tifoide. À época, a atitude do poder público e da sociedade face a Mary foi tida por alguns
Maria Tifoide em uma ilustração de jornal em 1909.
Observe os crânios que ela lança na frigideira.
indivíduos como uma manifestação do preconceito contra os imigrantes, especialmente os irlandeses. No entanto, o desenrolar dos fatos mostrou que ela era responsável por contaminar outras pessoas. Desde então, "Maria Tifoide" (em inglês, Typhoid Mary) é um termo usado para designar aquele(a) que, aparentemente saudável, é capaz de transmitir doenças aos demais, especialmente quando se recusa a fazer exames ou a tomar atitudes para minimizar o risco de propagação de moléstias graves. Exemplo recente deste comportamento pode ser verificado na propagação da AIDS. "Maria Tifoide" é, também, o nome de uma personagem da Marvel, criado em 1988.



Referências

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Biografia de Affonso Segretto


Affonso Segretto, junto aos primeiros
projetores da Empresa Paschoal Segretto.
Affonso Segretto foi o italiano que veio a ser o primeiro cinegrafista brasileiro. Filmou “Uma vista da Baia de Guanabara” em 1898. A primeira exibição foi realizada na sede do Jornal do Comércio em 1896. Segreto nasceu no Brasil, filho de uma família de imigrantes italianos. Seu irmão Paschoal também esteve envolvido na indústria do cinema, inaugurando o primeiro cinema do Brasil no Rio de Janeiro em 31 de Julho de 1897. O Cinematógrafo, uma câmera de filme e projetor inventado pelos irmãos Lumière, foi exibido pela primeira vez no Brasil no Rio de Janeiro em 8 de Julho de 1896, sob o nome de “Omnigrapho”. Em 1898, Segreto viajou para a Europa e comprou um Cinematógrafo, que ele trouxe de volta para o Brasil, onde começou a produzir os seus primeiros filmes. Isto incluía, potencialmente, a mais antiga representação cinematográfica do Brasil, filmada de um navio no final de sua viajem de retorno em Junho de 1898 quando de aproximou da Baía de Guanabara. Segreto começou filmando atualidades. Mais tarde, ficou conhecido por filmar reconstituições de crimes locais.


Legado


De acordo com Luke McKernan, Affonso Segreto foi uma importante figura "na indústria cinematográfica brasileira na primeira década do século, quando a produção nativa dominou o mercado". O cinema brasileiro se desenvolveu mais lentamente do que em outros países devido à infra-estrutura de eletricidade ser precária.


Referências


http://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Biografia de Miguel de Unamuno


Miguel de Unamuno em 1925.
(click aqui para ampliar ).
Miguel de Unamuno y Jugo. Nasceu em Bilbau, a 29 de Setembro de 1864, e, faleceu em Salamanca, a 31 de Dezembro de 1936. Unamuno foi um ensaísta, romancista, dramaturgo, poeta e filósofo espanhol. Foi também deputado entre 1931 a 1933 pela região de Salamanca. É o principal representante espanhol do existencialismo cristão, sendo conhecido principalmente por sua obra “O Sentimento Trágico da Vida”, que lhe valeu a condenação do Santo Ofício. Tendo apoiado inicialmente o franquismo, passaria seus últimos dias de vida em prisão domiciliar.



Biografia


Nasceu na rua Ronda, no bairro de Casco Viejo (Bilbau), sendo o terceiro filho do comerciante Félix de Unamuno Larraza e de sua sobrinha, Salomé Jugo Unamuno. Ao concluir seus estudos fundamentais, testemunha o assédio da sua cidade durante a Terceira Guerra Carlista, o que refletirá em seu primeiro romance, “Paz na Guerra”. É considerado como a figura mais completa da “Generação de 98” - um grupo constituído por nomes como Antonio Machado, Azorín (José Augusto Trinidad Martínez Ruiz), Pío Baroja y Nessi, Ramón Maria del Valle-Inclán (Ramón José Simón Valle y Peña), Ramiro de Maeztu y Whitney, Ángel Ganivet García, entre outros. Estudou na Universidade de Madrid, onde concluiu o curso de Filosofia e Letras em 1883. No ano seguinte, obtém seu doutorado com uma tese sobre a língua basca: Crítica del Problema Sobre el Origen y Prehistoria de la Raza Vasca, na qual antecipa suas idéias sobre a origem dos bascos - contrárias àquelas que nos anos seguintes irão alimentar o nacionalismo basco, fundado pelos irmãos Arana Goiri (Sabino e Luis), que defenderão uma "raça basca" (no sentido de etnia) não contaminada por outras. Em 1891 obteve a cátedra de grego na Universidade de Salamanca. Em 1900, com apenas 36 anos de idade, é nomeado Reitor, cargo que exerceria por mais duas vezes. Conhecido também pelos sucessivos ataques à monarquia de Afonso XIII de Espanha (Afonso Leão Fernando Maria Jaime Isidro Pasqual Antônio), viveu no exílio, de 1926 a 1930, primeiro nas Ilhas Canárias e depois na França, de onde só voltaria depois da queda do general Primo de Rivera (Miguel Primo de Rivera y Orbaneja). Mais tarde o General Francisco Franco (Francisco Franco Bahamonde), cujo golpe Unamuno inicialmente apoiara, afastou-o novamente da vida pública, devido a críticas duras feitas pelo filósofo ao General Millán-Astray (José Millán-Astray y Terreros). Unamuno passaria os seus últimos dias de vida em prisão domiciliar, na cidade de Salamanca.



O incidente na Universidade de Salamanca


Monumento de Unamuno em Salamanca.
(imagem: RoyFokker). (click aqui para ampliar).
O incidente teve lugar em 12 de outubro de 1936, durante o ato de abertura do ano letivo no salão nobre da Universidade, ato presidido por Unamuno, na condição de reitor da referida instituição. Em certo momento, um dos oradores (Francisco Maldonado de Guevara) lançou um candente ataque contra a Catalunha e o País Basco, qualificando-os de “anti-Espanha e de tumores no sadio corpo da nação” e asseverando que “o fascismo redentor da Espanha saberá como exterminá-los, cortando na própria carne, como um decidido cirurgião, livre de falsos sentimentalismos”. Concluiu elogiando o papel do Exército, que se havia empenhado numa nova e verdadeira cruzada nacional e afirmando que catalães e bascos “exploradores do homem e do nome da Espanha [...] estão vivendo até agora, em meio a este mundo necessitado e miserável do pós-guerra, em um paraíso de fiscalidade e de altos salários, às custas do povo espanhol”. Em sequencia, alguém na platéia teria gritado o lema da Falange: “Viva la muerte!”, ao que Milán-Astray, general falangista também presente ao ato, respondeu com um costumeiro repto: “Espanha!”. A platéia respondeu “Unida!”. Ele repetiu “Espanha!” e a massa replicou “Grande!”. Millán-Astray exclamou pela terceira vez “Espanha!” e a multidão gritou “Livre!”. Nesse ponto um grupo uniformizado - camisas azuis - da Falange entrou no recinto e fez uma saudação oficial - braço direito ao alto - ao retrato de Francisco Franco pendente em uma parede. Não se tem registro escrito do exato conteúdo da intervenção de Unamuno que sucedeu a esses fatos. O que existe são várias reconstruções. Uma das mais extensas é a versão de Luis Gabriel Portillo, publicada na revista “Horizon” em 1941. Conforme Portillo, a reação de Unamuno foi a seguinte: Um indignado Unamuno, que até então havia se mantido em silêncio, levantou-se e pronunciou um apaixonado discurso: “Estais esperando que vos fale. Conhecei-me bem e sabeis que sou incapaz de permanecer em silêncio. As vezes, permanecer calado equivale a mentir porque o silêncio pode ser interpretado como aquiescência. Quero fazer alguns comentários ao discurso - se posso chamá-lo assim - do professor Maldonado, que se encontra entre nós. Falou-se aqui da guerra internacional em defesa da civilização cristã; eu mesmo já fiz isso em outras oportunidades. Mas não, a nossa é tão somente uma guerra incivil. Vencer não é convencer, e há, sobretudo, que convencer. O ódio - que não deixa lugar à compaixão - não pode convencer. Um dos oradores aqui presentes é catalão, nascido em Barcelona e está aqui para ensinar a doutrina cristã, que vós não quereis conhecer. Eu mesmo nasci em Bilbao e passei a minha vida ensinando a língua espanhola, a qual desconheceis [...] Deixarei de lado a ofensa pessoal que se deduz da repentina explosão contra bascos e catalães, chamando-os de anti-Espanha até porque com a mesma razão poderiam eles dizer o mesmo”. Nesse ponto, o general José Millán-Astray (que nutria um profundo sentimento de inimizade por Unamuno), começou a gritar: “Posso falar? Posso falar?”. E, em altos brados, reforçou: “A Catalunha e o País Basco são dois cânceres no corpo da nação! O fascismo, remédio da Espanha, vem para exterminá-los cortando na carne viva como um frio bisturi!”. Alguém do público tornou a gritar “Viva a morte!” No silêncio mortal que se seguiu, os olhos todos se voltaram para Unamuno, que continuou: “Acabo de ouvir o necrófilo e insensato grito de "Viva a morte!". Isto me parece o mesmo que "Morte à Vida". E eu, que passei minha vida compondo frases paradoxais que despertavam a ira dos que não as compreendiam, devo dizer, como especialista na matéria, que esta me parece ridícula e repelente. Como foi proclamada em homenagem ao último orador, entendo que a ele é dirigida, se bem que de forma excessiva e tortuosa, como testemunho de que ele mesmo é um símbolo da morte. O general Milan-Astray é um inválido. Não é necessário dizer isso com um acento pejorativo pois é, de fato, um inválido de guerra. Cervantes também o foi. Mas extremos não servem como norma. Desgraçadamente na Espanha atual há demasiados mutilados. Atormenta-me pensar que o general Millán-Astray possa ditar as normas da psicologia das massas. De um mutilado que careça da grandeza espiritual de Cervantes, que era um homem viril e completo apesar de suas mutilações, de um inválido que não tenha essa superioridade de espírito, é de se esperar que encontre um terrível alívio vendo multiplicar-se os mutilados ao seu redor. O general Millán-Astray deseja criar uma nova Espanha, criação negativa, sem dúvida, posto que a sua própria
Casa onde morreu Unamuno.
(imagem: Pravdaverita)
imagem”. Nesse momento Millán-Astray exclama irritado “Morra a intelectualidade traidora! Viva a morte!”. Unamuno, sem intimidar-se, continua: “Este é o templo da inteligência e eu sou seu sumo sacerdote! Vós estais profanando este sagrado recinto. Tenho sempre sido, digam o que digam, um profeta de meu próprio país. Vencereis porque tendes sobrada força bruta. Mas não convencereis porque para convencer há que persuadir. E para persuadir lhes falta algo que não tendes: razão e direito. Mas me parece inútil cogitar de que pensais na Espanha”. Após essa manifestação, estando o público assistente encolerizado contra Unamuno e lançando-lhe todo o tipo de insultos, alguns oficiais sacaram suas pistolas, mas graças a intervenção de Carmen Polo de Franco, que se agarrou a seu braço, pôde Inamuno retirar-se do recinto. Nesse mesmo dia, o Conselho Municipal decretou a expulsão de Unamuno. O proponente, conselheiro Rubio Polo, solicitou a medida sob o argumento de que “...a Espanha, afinal, apunhalada traiçoeiramente pela pseudo-intelectualidade liberal-masônica cuja vida e pensamento [...] só na vontade de vingança se manteve firme, em tudo o mais foi sinuosa e oscilante, não teve critérios, somente paixões [...]”. Em de outubro de 1936, Franco assina o decreto de destituição de Unamuno como reitor da Universidade de Salamanca. Em outubro de 2011, Unamuno foi reconduzido postumamente ao cargo.



Do Sentimento Trágico da Vida

Del sentimiento trágico de la vida en los hombres y en los pueblos, mais conhecido como Do Sentimento Trágico da Vida, é um dos mais destacados ensaios filosóficos de Miguel de Unamuno, publicado em 1912. Sob a influência de Søren Kierkegaard e de Santo Inácio de Loyola, entre outros, ele que fora um exímio Reitor da Universidade de Salamanca, faz uma profunda incursão na problemática existencial do homem contemporâneo, distanciando-se radicalmente do Motor Imóvel aristotélico e afirmando a necessidade espiritual de acreditar em um Deus pessoal.



Os últimos dias de vida

Os últimos dias de vida (de Outubro a Dezembro de 1936) passou em prisão domiciliar na sua casa, num estado, segundo Fernando García de Cortázar, de resignada desolação, desespero e solidão. Morreu repentinamente, em seu domicílio salmantino da rua Bordadores, na tarde de 31 de Dezembro de 1936, durante a visita que lhe fez o falangista Bartolomé Aragón, antigo aluno e professor auxiliar da Faculdade de Direito. Apesar de sua virtual reclusão, no seu funeral foi exaltado como um herói falangista. Seus restos mortais repousam junto aos de sua filha mais velha, Salomé (casada com o seu secretário e poeta José María Quiroga Plá e falecida três anos antes), em um nicho do cemitério de San Carlos Borromeo de Salamanca, após este epitáfio: “Méteme, Padre Eterno, en tu pecho, misterioso hogar, dormiré allí, pues vengo deshecho del duro bregar”.




Livros em língua portuguesa


  • A Agonia do Cristianismo. Lisboa: Cotovia, 1991.
  • Abel Sanches - Uma História de Paixão. São Paulo: Editora Record, 2004.
  • Do Sentimento Trágico da Vida. Lisboa: Relógio D'água, 1988. São Paulo: Martins Editora, 1996.
  • Epistolário Ibérico. Lisboa: Assírio e Alvim, 1986.
  • Epistolário Português de Unamuno. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1978.
  • Névoa. Lisboa: Vega, 1996. / Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. / São Paulo: Estação Liberdade, 2012.
  • Por Terras de Portugal e Espanha. Lisboa: Assírio e Alvim, 1989.
  • São Manuel Bueno, Mártir. Porto Alegre: L&PM, 2000.
  • Um Homem. Lisboa: Europa-América, 2003.

 

Bibliografia


  • Joxe Azurmendi: "Unamuno" in Espainiaren arimaz, Donostia: Elkar, 2006.
  • Joxe Azurmendi: Bakea gudan. Unamuno, historia eta karlismoa, Tafalla: Txalaparta, 2012.
  • Joxe Azurmendi: "Unamunoren atarian" in Alaitz Aizpuru (koord.), Euskal Herriko pentsamenduaren gida, Bilbo: UEU, 2012.

 

Citações


  • "A inveja é filha da superficialidade da mente e da falta de preocupações".

- La envidia es hija de la superficialidad mental y de la falta de grandes preocupaciones íntimas.
- Obras completas‎ - v.4 Página 423, de Miguel de Unamuno - Publicado por A. Aguado, 1958.

  • "O silêncio pode ser uma grande mentira".

- El silencio puede ser una gran mentira.
- Obras completas - Página 609; de Miguel de Unamuno, Manuel García Blanco - Publicado por Escelicer, 1966.

  • "Somos mais pais do nosso futuro do que filhos do nosso passado".

- Miremos más que somos padres de nuestro porvenir que no hijos de nuestro pasado.
- Vida de D. Quijote y Sancho: Según Miguel de Cervantes Saavedra‎ - Página 109, de Miguel de Unamuno - Publicado por F. Fe, 1905.

  • "Este é o templo da inteligência. E eu sou o seu sacerdote mais alto. Sois vós que profanais este sagrado recinto. Ganhareis, porque possuis mais do que a força bruta necessária. Mas não convencereis. Porque para convencer é necessário persuadir. E para persuadir é necessário possuir o que vos falta: razão e direito em vossa luta".

- Miguel de Unamuno citado em "O Conflito das Idéias" - Página 117, Voltaire Schilling - Editora AGE Ltda, 1999, ISBN 8585627603, 9788585627607 - 199 páginas.

  • "O amor é filho da ilusão e pai da desilusão".

- El amor hijo del engaño y padre del desengaño.
- Miguel de Unamuno citado em "La Lectra; revista de ciencias y de artes: Volume 12,Edição 2" - página 187, Francisco López Acebal - Tip. de la viuda é hijos de M. Tello, 1912.

  • "Calar a verdade é a mais sutil maneira de mentir".

- Callar la verdad, que es la más sutil manera de mentir.
- Crónica política española (1915-1923): artículos no recogidos en ..., Miguel de Unamuno - página 204, Vicente González Martín - Almar, 1977, ISBN 8474550017, 9788474550016 - 426 páginas.

Atribuídas


  • "O horror ao trabalho dá trabalhos sem conta".

-Fonte: Revista Caras, Edição 664.



Referências