terça-feira, 31 de março de 2015

Biografia de Mata Hari


Margaretha Gertruida Zelle
Margaretha Gertruida Zelle. Nasceu em Leeuwarden, a 7 de Agosto de 1876, e, faleceu em Vincennes, a 15 de Outubro de 1917. Margaretha Gertruida Zelle, conhecida mundialmente como Mata Hari, foi uma dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem que foi condenada à morte por fuzilamento, durante a Primeira Guerra Mundial. Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Ao longo do tempo, Mata Hari transformou-se em uma espécie de símbolo da ousadia feminina.

Biografia

Mata Hari era filha de um empresário, Adam Zelle, e de Antje van der Meulen. A situação delicada de sua família piorou quando, aos 15 anos de idade, Mata Hari perdeu sua mãe. No início do século XX, depois de uma tentativa fracassada de se tornar professora, um casamento igualmente fracassado com Rudolf John MacLeod e de ter dois filhos, Norman-John MacLeod e Jeanne-Louise MacLeod, ela se mudou para Paris. Morou por algum tempo na ilha de Java, de onde tirou inspiração para seu pseudônimo. Ela posava como uma princesa javanesa e se tornou uma dançarina exótica. Seu pseudônimo Mata Hari quer dizer sol (mas literalmente “olho da manhã”) em malaio e indonésio. Ela também foi uma cortesã que teve casos amorosos com vários militares e políticos.

Participação na Primeira Guerra

Durante a guerra, Mata Hari dormiu com inúmeros oficiais, tanto franceses quanto alemães e se tornou um peão da intriga internacional, apesar dos historiadores nunca terem esclarecido com exatidão se ela fora realmente uma espiã, e se sim, quais eram as suas atividades como tal. Em 1917 ela foi a julgamento na França acusada de atuar como espiã e também como agente dupla para a Alemanha e França. Foi considerada culpada e no dia 15 de Outubro do mesmo ano foi fuzilada.

Galeria de fotos













Mata Hari
em Paris
1906










A execução

Mata Hari antes da execução.
Existem vários rumores em torno de sua execução. Um dos mais fantasiosos diz que os soldados do pelotão de fuzilamento tiveram de ser vendados para não sucumbir a seu charme. Outra história cita que Mata Hari jogou um beijo aos seus executores antes que começassem a disparar. Uma terceira versão diz que ela não só jogou um beijo, mas também abriu a túnica que vestia e morreu expondo o corpo completamente nu.

Cultura popular

O filme de 1931, “Mata Hari”, descreve seus últimos dias de vida. Greta Garbo interpretou o papel principal. Existe uma outra versão do filme “Mata Hari” de 1985 com a atriz holandesa Sylvia Kristel. Mata Hari também é mencionada na comédia “Casino Royale” (1967), quando é dito que, ela e James Bond tiveram uma filha, chamada “Mata Bond”, e Mata Hari foi o grande amor da vida de James. No seriado “Charmed”, no episódio 13 da sexta temporada, Phoebe Halliwell (Alyssa Milano) incorpora o karma de Mata Hari. É citada também como um “quase” caso de Dimitri Borja Korosek, personagem principal no livro “O Homem que Matou Getúlio Vargas” de Jô Soares.

Citações

“Uma prostituta? Sim! Mas uma traidora, jamais!”
- Frase atribuída a Mata Hari durante o julgamento.

Referências


sábado, 7 de março de 2015

Biografia de Realdo Colombo


Realdo Colombo
Matteo Realdo Colombo (ou Renaldus Columbus). Nasceu em Cremona, c. 1516, e, faleceu em Roma, 1559. Realdo Colombo foi um professor de anatomia e cirurgião da Universidade de Pádua, na Itália (1544-1559), aluno e sucessor de Vesálio. Em 1559, Realdo Colombo descreve a posição e a evolução do embrião durante a gravidez. Sua obra foi publicada sob o nome de “De Re Anatomica”, onde apresentava uma descrição completa da circulação pulmonar, e corrigia algumas omissões e erros de seu mestre. As contribuições para a anatomia e medicina incluem:

  • Identificou que a lente (cristalino) localiza-se na parte anterior do olho, não ao centro, como acreditava-se;
  • As artérias se expandem a cada pulsação;
  • A válvula pulmonar do coração se fecha durante a diástole, impedindo o refluxo sanguíneo;
  • O sangue flui desde o lado direito do coração para os pulmões.

De Re Anatomica
O livro é também conhecido por sua descrição do clitóris, chamado por Colombo de "Prazer de Vênus", descoberto no corpo de sua mecenas, D. Inês de Torremolinos, e cujo descobrimento foi reivindicado por Gabriel Fallopius, em obra publicada dois anos após o seu. Caspar Bartholin, o Jovem, no século XVII, descartou ambas atribuições, alegando que o clitóris era conhecido pelos anatomistas desde o século II a.C. William Harvey, que estudou em Pádua uns 50 anos depois, baseou-se nos trabalhos de Realdo Colombo para sua própria teoria sobre a circulação sangüínea.

O escritor Federico Andahazi novelou a vida de Realdo Colombo e seus cruciais descobrimentos na obra O Anatomista (1996).


Referências