sábado, 6 de fevereiro de 2016

Batalhão Sagrado de Tebas

(imagem by Eziel Vieira).
Batalhão Sagrado de Tebas. (em grego antigo: 'Ιερός Λόχος τῶν Θηβῶν, transliteração: Hierós Lókhos tón Thebón). O Batalhão Sagrado de Tebas era uma tropa de soldados selecionados, que consistia de 150 casais homossexuais masculinos organizados por idade, que formavam a tropa de elite do exército tebano no século IV a.C.. Foi organizada pelo comandante Górgidas, em 378 a.C., e desempenhou um papel crucial na Batalha de Leuctra. Foi, no entanto, completamente aniquilado por Alexandre, o Grande, então ainda combatendo em nome de seu pai, Filipe II da Macedônia, durante a Batalha de Queroneia, em 338 a.C.. Os casais consistiam de um membro de maior idade ou "heniochoi" (condutor) e um mais jovem ou "paraibatai" (companheiro). A motivação para o uso do "exército de amantes" em batalha, Plutarco expressa: “Para homens da mesma tribo ou família, há pouco valor de um pelo outro quando o perigo pressiona; mas um batalhão cimentado pela amizade baseada no amor nunca se romperá e é invencível; já que os amantes, avergonhados de não serem dignos à vista de seus entes queridos e amados à vista de seus amantes, ansiosos,  se lançam ao perigo para o alívio de ambos”. De acordo com Plutarco, Górgidas inicialmente distribuiu o Batalhão Sagrado de Tebas ao longo de suas linhas de batalha como um corpo de élite para fortalecer a determinação dos demais, mas então, Pelópidas, depois de que o Batalhão lutou com êxito na Batalla de Tegira, o usou como uma espécie de guarda particular. O Batalhão Sagrado de Tebas foi uma parte importante da infantaria grega durante cerca de 33 anos. Participou, como ponto forte da formação tebana, nas batalhas de Leuctra e de Mantineia que humilharam o poder dos espartanos, golpes dos quais nunca se recuperaram, inclusive acabaram como força a considerar na Grécia, ao diminuto exército dos Homoiois (esparciatas ou espartanos). Sua única derrota veio na Batalha de Queroneia, em 338 a.C., batalha decisiva na qual Filipe II da Macedônia e seu filho Alexandre III da Macedônia (mais conhecido como Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno) terminaram com a independência das cidades-estado gregas. Filipe estivera cativo em Tebas, onde aprendeu suas táticas militares. O resto do exército tebano fugiu quando enfrentou as forças esmagadoras de Filipe II e Alexandre, mas o Batalhão Sagrado, rodeado, se manteve firme e caíram (mortos) onde estavam. Plutarco diz que Filipe, diante da visão dos cadáveres amontoados em uma pilha e entendendo de quem se tratavam, exclamou: “Pereça o homem que suspeite que estes homens sofreram ou fizeram algo inapropriadamente”. Embora Plutarco afirme que os 300 componentes do batalhão morreram neste dia, outros escritores afirmam que 250 pereceram e que o restante apenas foram feridos. Estes dados foram verificados na sua tumba comunal em Queroneia, na qual foram encontrados 254 esqueletos, alinhados em sete filas.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalhão_Sagrado_de_Tebas
https://es.wikipedia.org/wiki/Batallón_Sagrado_de_Tebas

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