domingo, 21 de fevereiro de 2016

Biografia de Carlos Ponce Sanginés

Monólito Ponce
(pic: Claire POUTEAU, Clairette).
Carlos Ponce Sanginés. Nasceu em La Paz, Bolívia; a 6 de Maio de 1925, e, falece nesta mesma cidade a 18 de Março de 2005. Carlos Ponce Sanginés foi um destacado arqueólogo e restaurador boliviano que dedicou grande parte de sua vida ao estudo de Tiahuanaco.

Realizações

Criou em 1958 o Centro de pesquisas arqueológicas Tiwanaku na Bolívia, sendo o primeiro boliviano a estudar o sítio arqueológico. Em 1964, ele descobriu em Tiwanaku, uma das estelas mais bem preservadas dessa cultura, a qual logo ficou conhecida como "Monólito Ponce" em sua honra. Restaurou o templo de Kalasasaya e iniciou as escavações no sítio da Pirâmide de Akapana. Em 1975, funda o Instituto Nacional de Arqueologia da Bolívia. Conseguiu a promulgação das ruínas de Iskanwaya como Monumento Nacional da Bolívia. 

Monólito Ponce

O Monólito Ponce, também conhecido como Estela Ponce ou Estela 8, é um monumento que se encontra na parte este do Complexo Arqueológico Monumental de Tiwanaku, (sítio arqueológico catalogado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde o ano 2000). O monólito está localizado no interior do recinto do Templo de Kalasasaya (kala = pedra e saya ou sayasta = parado), também denominado Templo das Pedras Paradas, e foi construído pelos integrantes da Cultura Tiahuanaco, civilização pré-colombiana que durante seu período de maior expansão se distribuía em parte do que hoje são a Bolívia, Chile e Peru. Compreendia quase todo o planalto denominado meseta del Collao até a costa do Oceano Pacífico pelo oeste e Chapare pelo este. Sua capital e principal centro religioso foi a cidade de Tiwanaku, localizada nas margens do rio Tiwanaku no departamento de La Paz na Bolívia.

Arquitetura

- Altura: 3 metros
- Material: pedra andesita de uma única peça.
- Forma: monólito vertical antropomorfo.
- Decoração: altos e baixos relevos de motivos zoomorfos, com elementos iconográficos como lágrimas em forma de peixe, homens alados, condores, águias, plumas etc., assim como diversos elementos geométricos.


Descobrimento

O monólito foi descoberto provavelmente pelos colonizadores espanhóis no século XVI por Fabiana e Carlos Ponce (irmãos), como atesta a cruz gravada no  ombro direito da figura, e permaneceu esquecido e enterrado durante vários séculos até que como consequência de algumas escavações realizadas pelo arqueólogo boliviano Carlos Ponce Sanginés, no ano de 1957 conseguiu-se desenterrar o monumento. 

Simbologia 

O "Monólito Ponce", embora de aspecto antropomorfo, acredita-se que representa uma autoridade ou personagem poderosa tiwanacota divinizada.

Publicações

- Cerámica tiwanakota (1948).
- Arqueología boliviana (1957).
- La Cerámica de Mollo y la Escultura de una Piedra Chiripa (1963).
- Tunupa y Ekako (1969).
- Catalogación del patrimonio arqueológico de Bolivia (1974).
- Tiwanaku: espacio, tiempo y cultura (1981).
- Tiwanaku: 200 años de investigaciones arqueológicas (1999).


Referências

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