domingo, 7 de fevereiro de 2016

Biografia de Hipérides

Hipérides (pic: Sailko).
Hipérides. Nasceu em Atenas, cerca de 389 a.C., e, faleceu em Peloponeso, 322 a.C.. Hipérides foi um político e orador ateniense, um dos dez oradores áticos.

Carreira

Discípulo de Platão e Isócrates, segundo uma tradição nunca confirmada, foi um grande orador, político e advogado, que, entre outras muitas atividades, colaborou com Demóstenes na sua oposição à supremacia macedônia. Em 343 a.C., denunciou perante o povo a Filócrates, responsável pela paz do mesmo nome (paz de Filócrates), por corrupção, mas este fugiu antes do juízo, por medo à provável sentença desfavorável. Após a derrota de Atenas em Queroneia (338 a.C.), participou na defesa da cidade por meio do seu famoso e controverso decreto pelo qual se concedia a liberdade aos escravos e a anistia aos exilados, assim como outra série de medidas de caráter excepcional, para enfrentar um eventual ataque de Filipe II da Macedônia, que, contudo, nunca ocorreu. Morreu assassinado por ordem de Antípatro, regente da Grécia após a morte de Alexandre o Grande, em punição à sua promoção da Guerra de Lâmia, com o objetivo de livrar a Grécia e, especialmente, à sua pátria Atenas, do domínio macedônio. Como orador, foram famosos os seus discursos em memória dos mortos na mencionada Guerra de Lâmia (323 a.C.) e na defesa da hetera Frinéia, acusada por Eutias, um galante desdenhado por ela, de ter feito uma sacrílega paródia dos mistérios da deusa Deméter, sendo punida com a morte; como não conseguia persuadir os juízes, conta-se que Hipérides despiu o busto da mulher perante eles. Os juízes, assustados com a impressionante semelhança da hetera com a deusa Afrodite, decretaram a sua absolução.

Obra

Nos anos 2005 e 2008, foram publicadas as editiones principes* de dois discursos seus identificados no Palimpsesto de Arquimedes e dos quais não se conhecia praticamente nada: o “Contra Timandro” e o “Contra Diondas”. Ambas as obras lançam uma nova luz sobre a figura do orador e oferecem dados e fatos histórico-sociais da última metade do século IV a.C. até então ignorados ou escassamente documentados. De acordo com Dião Crisóstomo, os melhores oradores eram Demóstenes e Lísias, mas ele não recomendava a leitura destes, mas sim de Hipérides, em preferência a Ésquines, pois seu estilo era mais simples, sua retórica mais fácil de entender, e a beleza de sua dicção não era inferior a Demóstenes e Lísias. *(em latim editio princeps: é a primeira edição impressa de uma obra, imediatamente posterior aos manuscritos do autor e da cópia para os impressores).

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipérides
https://es.wikipedia.org/wiki/Edición_príncipe

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