terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Biografia de Simplício da Cilícia

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Simplício da Cilícia. (em grego: Σιμπλίκιος; c. 490 – c. 560). Simplício da Cilícia foi um filósofo e matemático discípulo de Amônio de Hérmias e Damáscio e um dos últimos neoplatonistas. Está entre os filósofos pagãos perseguidos por Justiniano (r. 527–565) no início do século VI, e foi forçado por um tempo a procurar refúgio na corte sassânida, antes de ser autorizado a voltar para o Império Bizantino por Cosroes I (Khosrau ou Khosrow I, conhecido em persa como Anushirvan: انوشيروا). Simplício comentou extensivamente as obras de Aristóteles como a Da Alma, Sobre o Céu e Categorias, bem como Encheirídion de Epicteto.
 
Dados biográficos 

Aluno de Amônio de Hérmia em Alexandria, foi um ativo integrante da escola neoplatônica de Atenas, até a sua dissolução, ordenada por Justiniano I, em seus éditos contra o paganismo, em 529. Foi um dos sete neoplatônicos que deveriam, então, emigrar para o território dominado pelos persas Sassânidas, para Harã (em turco: Harran), onde trabalhou proximamente com Damáscio (conhecido como "o último dos neoplatônicos"), o qual havia conhecido anteriormente em Atenas.

Concepções 

Foi um dos principais expoentes do neoplatonismo tardio. Eclético, seguindo as teses de Siriano de Alexandria, tentou conciliar Platão e Aristóteles, identificando o não ser de Platão com a matéria de Aristóteles, do qual acolheu a teoria do "intelecto ativo", separado do indivíduo; embora que sua ética pode se considerar derivada do estoicismo. 

Obras 

Seu comentário sobre Categorias de Aristóteles foi publicado em Veneza em 1499 (Σιμπλικίου διδασκαλου τοῦ μεγάλου σχόλια ἀπὸ φωνῆς αὐτοῦ εἰς τας Ἀριστοτέλους κατηγορίας). Também se conhecem seus comentários de outras obras de Aristóteles, como Física, Do Céu e Da Alma, também é sabido que escreveu comentários sobre Metafísica e Meteoros, embora estes dois estão perdidos. Além disso, escreveu um comentário de Enchiridion de Epicteto e outro, perdido, de Os Elementos de Euclides. A ele e a Sexto Empírico deve-se, em grande parte, a conservação do poema de Parmênides de Eleia. Também citou em suas obras vários fragmentos de outros pré-socráticos. 

Referências

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